sexta-feira, 20 de abril de 2018

Abertura dos festejos de Santo Expedito no Bairro Bacurau I









8 sinais da tibieza espiritual



A doença da mediocridade da alma

Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:
1. Omissão fácil das práticas de piedade. A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.
2. Fazer os exercícios de piedade com negligência. Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas a rotina vai inutilizando tudo. A rotina e a má vontade. Confissões e comunhões mal preparadas, orações com inúmeras distrações voluntárias. E o pior ainda a falta de generosidade e de todo esforço para se corrigir.
3. Outro sinal de tibieza é a alma sentir-se aborrecida com o pensamento de que tudo vai mal na sua vida espiritual. Não se sente inteiramente à vontade com Deus. Não sabe exatamente onde está o mal, mas tem certeza de que tudo não está em ordem. É um mal-estar, um aborrecimento interior. E, sem paz, o tíbio se agita inutilmente e vai deixando arraigar-se no coração o hábito do pecado venial. Este sinal anda sempre com os dois primeiros. Desde que faltou generosidade numa alma para ser fiel aos seus deveres de piedade, estas omissões e negligências acabam deixando-a num estado lamentável de aborrecimento das coisas santas e até de Nosso Senhor.
4. O quarto sinal é agir sem pureza de intenção, sem ordem nem método. A pureza de intenção consiste em fazermos com um fim honesto e sobrenatural todas as ações de nossa vida: práticas de piedade, deveres de estado, trabalhos de cada dia ou qualquer coisa por mínima que seja. É aquele olhar interior sempre fixo em Deus e desviado das criaturas. Tudo fazer para a glória de Deus, e ver em tudo a vontade de Deus e a ela se submeter com espírito de fé e resignação. Eis a mais pura intenção que se pode imaginar, o mais elevado princípio e o mais perfeito ideal de uma alma fervorosa. Os santos não tinham outro motivo nem visavam outro fim na terra. Santa Madalena de Pazzi sentia-se arrebatada em êxtase, ouvindo esta palavra: — A vontade de Deus! Santo Inácio legou à Companhia de Jesus, como rica herança, o seu lema: A. M. D. G. — Ad majorem Dei gloriam — Tudo para a maior glória de Deus! A pureza de intenção é a alquimia celeste que transforma em ouro de méritos para o céu todas as nossas boas obras. Sem ela, perdemos cada dia riquezas incomensuráveis. A alma tíbia faz tudo por amor próprio e capricho, seguindo em tudo a natureza. É a leviandade, a preocupação da vontade própria, os cálculos muito humanos, a vaidade quando faz o bem, o desejo de agradar às criaturas e de aparecer. Anda à cata de bajulações e aborrece o sacrifício oculto, a abnegação e outras virtudes que não brilham aos olhos das criaturas e constituem o segredo do Rei! E Deus recompensa as nossas ações, diz Santa Madalena de Pazzi, a peso de pureza de intenção. Ó, como a tibieza rouba e despoja a pobre alma, quando lhe arrebata a pureza de intenção!
5. Contentar-se com a mediocridade e negligência em formar hábitos de virtude. Se a mediocridade já é desastrada na ciência, na literatura e na arte, o é em proporção verdadeiramente calamitosa quando se trata da prática da virtude. O medíocre não gosta da palavra: Santidade. Não compreende o heroísmo das almas generosas, a abnegação, o sacrifício. Para ele, a virtude heroica é o exagero! A santidade é um misticismo! E que entende por misticismo? Algo de loucura e de anormal. Contenta-se com o meio termo. E assim não se esforça por adquirir hábitos de uma virtude sólida.
6. O desprezo das pequenas coisas. Os santos fugiam das menores imperfeições, e se purificavam cada dia das pequeninas faltas. O tíbio, não. Ri-se do que ele chama escrúpulo das almas fervorosas: — a fidelidade nas pequenas coisas. E não nos esqueçamos destas grandes verdades: primeira — os santos se tornaram santos pela repetição contínua duma multidão de ações insignificantes, pelo cuidado infatigável das pequeninas coisas. E segunda: — só fizeram eles grandes coisas quando chegaram à santidade. Os pequeninos sacrifícios ocultos, as pequeninas cruzes, as pequeninas virtudes, as pequeninas mortificações, tudo isto a cada dia, a cada minuto, aceito com generosidade, como santifica uma alma! E’ o caminho batido de S. Teresinha, a pequenina via da Infância espiritual. Que fonte riquíssima de graças! A tibieza, porém, seca esta fonte, esteriliza a vida espiritual, sonha com êxtases e comete cada dia o pecado quase sem remorso. E os pecados veniais, sob o disfarce de pequeninas faltas inevitáveis à fraqueza humana, vão se multiplicando assustadoramente na alma e alimentando a tibieza até ao pecado mortal e, sabe Deus, até ao endurecimento do coração! É muito grave desprezar habitualmente as pequeninas coisas. São Gregório chega a dizer que se deve ter mais receio das pequenas faltas que das grandes. Porque estas provocam logo o arrependimento e causam horror; aquelas não assustam, e vão preparando surdamente a ruína espiritual. E, o que é pior, sem remorso da consciência, e até sob a capa da virtude.
7. É pensar mais no bem já feito do que no bem que ainda resta a fazer. É uma presunção que leva a descansar e afrouxar no caminho do sacrifício e da virtude, porque julga ter feito alguma coisa no passado para a salvação. Nada de esforço e generosidade. Nosso Senhor dizia no seu Evangelho que, depois de termos feito muito, deveríamos dizer: — somos servos inúteis. E prosseguir na luta, porque o ideal da perfeição é o Infinito: “Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito”. A tibieza, como já dissemos, contenta- se com a mediocridade. Julga ter feito muito a alma tíbia, porque no passado foi bem fervorosa e trabalhou pela sua santificação, lutou, praticou boas obras de zelo e de caridade, sacrificou-se na luta do bem. Agora, quer repouso. Descansa, não luta mais, deixa-se ficar na indolência e faz de seu coração o campo do preguiçoso. São Paulo pensava justamente o contrário: “Irmãos meus, não considero que alcancei o prêmio, mas uma coisa eu faço: esquecendo o que está atrás de mim, esforçando-me por alcançar o que está na minha frente, prossigo até ao alvo, para alcançar o prêmio para o qual me chamou do Alto por Cristo Jesus. Sejamos nós, quantos queremos ser perfeitos, do mesmo espírito” (Fl 3, 13). O tíbio não se compara aos mais santos e fervorosos, mas sempre se julga melhor do que tantos outros piores do que ele. E é assim que adormece tranquilamente. Não quer progredir na virtude. São Gregório compara a vida cristã a uma barca em que se navega contra a corrente. Quem sobe, há de remar sempre, ou é arrastado pela correnteza. Santo Agostinho, no seu estilo incisivo e claro, assim fala: — “se dizes: basta, estás perdido!” Sim, no dia em que se cruzam os braços na luta pela santificação da alma, tudo está perdido! Adeus, santificação, e talvez: Adeus, salvação eterna! São Bernardo pergunta: — Não quereis adiantar? Dizeis: — quero ficar e viver onde cheguei? Quereis o impossível! O demônio, diz Santa Teresa, conserva muitas almas no pecado ou na tibieza, fazendo-as crer que é orgulho aspirar à santidade. Que perigosa ilusão! Lembrem-se os tíbios, sobretudo se já receberam graças de Nosso Senhor, como por exemplo sacerdotes, religiosos e almas consagradas a Deus, oh! lembrem-se de que é terrível abusar da graça e muitas almas chamadas à santidade, diz o Pe. Desurmont, baseado em Santo Afonso, ou se salvam como santos ou arriscam a sua eterna salvação. Escreveu o Santo Doutor: Se alguém na vida religiosa (e poderíamos acrescentar: na vida de piedade) quer se salvar, mas não como santo, corre o risco de se perder.
Todos estes sinais de tibieza andam em geral com este último e infalível:

8. Pecado venial voluntário e habitual. Os outros sinais podem ser atenuados ou alguns falham, mas este é infalível. Onde existe o hábito do pecado venial, existe a tibieza com todo o cortejo de males e desgraças que ela acarreta à vida espiritual.
Fonte: Aleteia

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Para conhecer a Doutrina Social da Igreja


Doutrina Social da Igreja (DSI) é um conjunto de princípios norteadores da relação entre a Igreja (um povo – laos, em grego –, com finalidades espirituais) e a Sociedade Civil (um povo – demos, em grego –, com finalidades temporais).
Esses princípios não visam organizar um sistema sócio-político especial, mas querem, sim, oferecer grandes pontos aptos a ajudar as pessoas a viverem de um modo mais humano e fraterno à luz do Evangelho de Cristo.
Não compete, portanto, à Igreja dar normas sobre um tema meramente humano ou temporal como o construir, ou não, uma ponte em determinado bairro; no entanto, cabe a ela – sempre e em todo lugar – orientar seus fiéis e demais pessoas de bom-senso sobre temas que dizem respeito à sociedade civil, mas também se referem à ética como, por exemplo, o aborto, a eutanásia, a ideologia de gênero, a família, certos sistema de ideias políticas radicalmente anticristãs etc. Isso todo fiel católico deveria (e precisaria) saber. Liberdade civil não se confunde com “fazer o que bem entender” no plano ético. A verdade da Lei natural e da Revelação não podem ser menosprezadas.
As fontes nas quais a Igreja se fundamenta para alicerçar a DSI são duas: a Lei natural moral e a Revelação divina contida na Palavra de Deus. 1) a Lei natural moral é a marca do Criador impressa na criatura. Ela é algo de muito lógico. Assim, como no plano físico não se pode tomar veneno, em vez de café da manhã, comer pedras, em vez de comida saudável, respirar gás carbônico, em vez de ar puro, também não se pode – sem graves consequências – no plano moral, deixar de lado a religião, nem roubar, matar, não viver a castidade etc. e 2) a Palavra de Deus: é uma só, mas vem a nós por dois canais, a Bíblia e a Tradição Divino-apostólica, autenticamente interpretados pelo Magistério da Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 74-100).
Os maiores documentos sociais da Igreja até hoje são: Rerum novarum(“Das coisas novas”), do Papa Leão XIII, em 1891, trata da situação dos trabalhadores, mas traz também uma crítica aos materialismos comunista e capitalista; Quadragesimo Anno (“No quadragésimo ano”), do Papa Pio XI, em 1931, comemora os quarenta anos da Rerum novarum e fala da reconstrução da Ordem Social abalada por ideologias que iam embrutecendo o ser humano; Mater et Magistra (“Mãe e Mestra”), do Papa São João XXIII, em 1961, a falar da relação entre o Cristianismo e o progresso social, Pacem in Terris (“Paz na Terra”), do mesmo Papa, em 1963, sobre os perigos da guerra nuclear entre as duas grandes potências de então: Estados Unidos e Rússia (chamada de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas); a Constituição Gaudium et Spes (“Alegria e Esperança”, do Concílio Ecumênico (mundial) Vaticano II, em 1965, tratando da Igreja em relação ao mundo atual; Populorum Progressio (“O progresso dos povos”), do Papa Beato Paulo VI, em 1967, sobre o desenvolvimento dos povos; Octogesima Adveniens (“Chegando aos oitenta anos” [da Rerum Novarum]), também de Paulo VI, em 1971, é uma convocação à ação da Igreja no campo social; Laborem Exercens(“Exercendo o trabalho” ou “Trabalhando”), de São João Paulo II, em 1981, expondo a doutrina católica ante o trabalho do ser humano; Sollicitudo Rei Socialis (“A Solicitude Social da Igreja”), também de São João Paulo II, em 1987, apresenta o cuidado da Igreja para com os temas sociais; Centesimus Annus (“Cem anos” [da Rerum novarum]), ainda do mesmo Papa, em 1991, faz a retrospectiva desde a Rerum novarum até 1989 (ano da queda do Muro de Berlim, o “Muro da vergonha”, a dividir a Rússia comunista e o Ocidente capitalista) e prepara o novo milênio; Caritas in Veritate (“A caridade na verdade”), do Papa Bento XVI, em 2009, aborda, de modo preciso, o desenvolvimento integral (corpo e alma) do ser humano e, por fim, a Laudato Si (“Louvado Sejas”), do Papa Francisco, em 2015, sobre uma ecologia integral – o ser humano inserido em toda obra criada. É muito útil, ainda, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja publicado, em 2004, pelo Pontifício Conselho “Justiça e Paz”, da Santa Sé.
Eis o que poderia, em poucas palavras, expor sobre a Doutrina Social da Igreja.
Fonte: Aleteia

3 indígenas venerados pela Igreja Católica




São exemplos fascinantes e poderosos da universalidade da Revelação de Deus

São João Diego Cuauhtlatoatzin (Juan Diego)

São Juan Diego
CC
México, 12 de dezembro de 1531. Um indígena de 57 anos, da tribo náuatle e chamado Juan Diego, é testemunha da aparição de “uma Senhora do céu”, que se identifica como “a Mãe do verdadeiro Deus”, na colina do Tepeyac, próxima do lugar onde hoje se ergue a gigantesca Cidade do México. A Senhora pede a Juan Diego que, com o manto dele, recolha as rosas de Castela que tinham florescido ali, inexplicavelmente, apesar do inverno, e as apresente ao arcebispo dom Juan de Zumárraga como prova da aparição.
O manto em questão, chamado tilma, era feito de um tecido muito pobre, de fibra de cacto, típica vestimenta dos indígenas locais. Quando Juan Diego desdobrou a tilma com as rosas diante do arcebispo, as pessoas presentes no recinto perceberam que tinha ficado impressa sobre o manto a imagem que hoje o mundo inteiro conhece como a de Nossa Senhora de Guadalupe.
Basílica de Guadalupe, Cidade do México - Reprodução
Ao longo dos séculos, a tilma foi analisada em diversas ocasiões por cientistas que nunca conseguiram determinar de que maneira aquela imagem surgiu sobre o tecido. Mais impressionante ainda: não é uma imagem pintada ou estampada “no” tecido: ela “flutua” ligeiramente “acima” do tecido. Além disso, a imagem de Nossa Senhora impressa sobre o manto de São Juan Diego tem outras características extraordinárias que desafiam a ciência há cinco séculos. Três delas:
  1. Os cientistas demonstraram que a imagem sobre o manto não é uma pintura: é literalmente uma impressão e é impossível fazer qualquer réplica dela;
  2. O manto tem características de um corpo humano vivo, como a temperatura constante de 36.6 a 37 graus Celsius e reflexos inexplicáveis na retina de Nossa Senhora;
  3. O manto, apesar da péssima qualidade, parece ser indestrutível, tendo inclusive se auto-restaurado após um acidente em que deveria ter sido corroído por ácido nítrico.
A imagem, como tal, ainda contém um sem-fim de detalhes que impressionam. Seis deles:
  1. O cabelo solto da Virgem de Guadalupe é um símbolo asteca da virgindade.
  2. Uma das mãos é mais morena e a outra é mais branca, indicando a união entre os povos.
  3. As 46 estrelas impressas no manto representam exatamente as constelações vistas no céu na noite de 12 de dezembro de 1531.
  4. Os raios do sol, maior divindade venerada pela cultura asteca, se intensificam justamente no ventre da imagem de Maria, que está grávida.
  5. A lua sob os pés, além de evocar a “mulher vestida de sol com a lua sob seus pés”, descrita no Apocalipse, também evoca o próprio nome do México na língua asteca: “centro da lua”.
  6. O anjo, representado com asas de pássaros típicos da região da Cidade do México, simboliza a junção entre a terra e o céu.
Saiba mais sobre essa imagem milagrosa neste artigo.
São Juan Diego foi beatificado em 1990 e canonizado em 2002, por São João Paulo II, tornando-se o primeiro santo católico indígena do continente americano. Sua festa litúrgica é em 9 de dezembro, dia da primeira aparição da Virgem de Guadalupe.

Santa Catarina Tekakwitha

© Dieterkaupp CC
Tekakwitha nasceu na região da atual Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1656. Sua mãe, uma cristã da tribo algonquina-mohawk, tinha sido capturada pelos iroqueses e libertada por quem seria o pai de Tekakwitha, um chefe tribal mohawk.
Quando Tekakwitha tinha 4 anos, seus pais e seu irmão morreram vítimas de varíola. Por causa dessa mesma doença, ela ficou com o rosto desfigurado, a visão seriamente prejudicada e sob a responsabilidade de seus tios. Aos 11 anos, a menina conheceu a fé cristã quando chegaram ao seu povoado os missionários jesuítas que acompanhavam os representantes dos moicanos para assinar a paz com os franceses. Embora tenha se convertido rapidamente, a jovem pediu para ser batizada aos 20 anos, no dia 18 de abril de 1676, pelo padre Jacques Lamberville. Foi quando adotou o nome Kateri, ou Catarina, pelo qual passou a ser conhecida. Por causa da decisão de ser batizada como cristã, ela enfrentou a oposição da família e da comunidade e teve que fugir do próprio povo, buscando abrigo numa comunidade cristã no Canadá. Mais tarde, fez a Primeira Comunhão no dia de Natal, além do voto de castidade. Durante a sua vida curta, manteve intensa devoção à Sagrada Eucaristia.
Nheyob CC
Catarina Tekakwitha faleceu em 17 de abril de 1680, na Semana Santa daquele ano, com apenas 24 anos, em Kahnawake, perto de Montreal, no Canadá. Após a sua morte, o povo desenvolveu imediatamente uma grande devoção por ela e muitos peregrinos iam visitar a sua tumba em Caughnawaga. Conta a tradição que as cicatrizes que a santa tinha no rosto sumiram depois que ela faleceu e que muitos enfermos que foram ao funeral se curaram. Em 1884, o pe. Clarence Walworth mandou erguer um monumento junto à sua sepultura.
Santa Catarina Tekakwitha foi beatificada por São João Paulo II em 22 de junho de 1980 e canonizada pelo Papa Bento XVI em 21 de outubro de 2012. Embora a sua festa seja celebrada no dia 14 de abril nos Estados Unidos, o restante do mundo a festeja, de acordo com o Martirológio, no dia 17 de abril.

Nossa Senhora de Caacupé

Virgen de Caacupe
CC
Bem, trata-se de Nossa Senhora, que não era indígena, mas que se apresentou a indígenas como indígena ela própria (o mesmo vale para a Virgem de Guadalupe, conforme se apreciam nas características que descrevemos acima, ao resumirmos detalhes da sua aparição para São Juan Diego).
No fim do século XVI, na região do atual Paraguai, um índio converso, escultor de profissão, subiu ao topo de uma colina e se encontrou com membros de uma tribo mbayá, dos quais conseguiu escapar ocultando-se atrás de um tronco. Nos momentos angustiantes que passou no esconderijo, ele pediu à Virgem Maria que intercedesse e lhe obtivesse a graça de sair com vida. Mais tarde, já livre do risco, ele esculpiu uma imagem da Mãe de Deus com o mesmo tronco que o havia protegido, em cumprimento à promessa que fizera à Virgem Santíssima.
Virgen Caacupe
Diego Duarte Colman
Em 1603, o lago Tapaicuá transbordou e alagou todo o vale do Pirayu, arrasando tudo pelo caminho – inclusive a imagem da Virgem. Quando as as águas retrocederam, porém, apareceu milagrosamente a imagem que o índio tinha esculpido. Os locais começaram a espalhar a sua devoção e a invocá-la como “Virgem dos Milagres”. Um dos devotos, José, carpinteiro de ofício, construiu para ela uma modesta capelinha: foram as origens da veneração à Virgem de Caacupé, cuja pequena imagem, de pouco mais de cinquenta centímetros, tem os pés descansando sobre uma esfera, rodeada de bandagem branca de seda.
Sua festa é celebrada no dia 8 de dezembro, quando peregrinos aos milhares vão ao santuário demonstrar amor e gratidão a “la Virgen Azul del Paraguay“, Mãe de Deus e de todos nós.

Fonte: Aleteia

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Camiseta do Mês Mariano.


Papa: por que devemos fazer o sinal da cruz nos momentos de perigo?


Francisco ensinou o significado deste gesto

O Papa Francisco ensinou o poder que está por trás do sinal da Santa Cruz. Foi durante a audiência geral do dia 18 de abril de 2018, na Praça São Pedro.
O pontífice insistiu no significado do gesto que os cristãos costumam fazer em momentos de perigo e para pedir proteção contra o mal. Segundo ele, cada fiel cristão deve saber se abençoar para demonstrar que pertence a Cristo.
“Toda a nossa vida, as nossas palavras, ações e nossos pensamentos estão sob o sinal da cruz, ou seja, do amor de Cristo ao extremo. Fazer o sinal da cruz quando acordamos, antes das refeições, diante de um perigo, em defesa contra o mal, antes de dormir, significa dizer a nós mesmos e aos outros a quem pertencemos, quem queremos ser”, disse Francisco.

Batismo

Aos 17 mil fiéis presentes na Praça São Pedro para ouvir a catequese papal, Francisco também continuou seus ensinamentos sobre o Batismo.
Ao explicar os gestos e as palavras da liturgia batismal, o Papa pediu que os padrinhos e os pais ensinem às crianças o significado do sinal da cruz.
Isso, segundo Francisco, “ajuda-nos a compreender o dom que recebemos neste sacramento”.
O Papa ainda explicou o rito do Batismo e o momento que precede o gesto da Cruz: “os catecúmenos adultos manifestam o desejo de serem recebidos na Igreja, enquanto as crianças são apresentadas a ela pelos pais e padrinhos. (…) O celebrante e os pais fazem o sinal da cruz sobre a fronte da criança, expressando, assim, que ela está pronta para pertencer a Cristo, que nos redimiu com a cruz.”
Francisco ainda lembrou a tarefa deixada por ele na audiência passada, em que pediu para os fiéis checarem a data do próprio Batismo, que é considerado uma espécie de “aniversário” na vida espiritual.

O nome do batizando

“No rito de acolhida do Batismo, o celebrante pede o nome de quem vai ser batizado. O nome indica a identidade de uma pessoa. Deus nos chama pelo nosso nome, ama-nos pessoalmente. O Batismo desperta em nós a vocação de vivermos como cristãos, o que implica uma resposta pessoal de nossa parte. Mas não termina aí: ao longo dos anos, Deus segue nos chamando pelo nome, para que todos os dias nós nos pareçamos ainda mais com seu Filho Jesus”, disse o Papa.
Ao final da audiência, Francisco ainda fez um apelo pela vida do pequeno Alfie Evans, o bebê do Reino Unido que pode ser desligado dos aparelhos que o mantêm vivo por decisão da justiça britânica.
Fonte: Aleteia

terça-feira, 17 de abril de 2018

Oração de São João Paulo II pela paz na Síria e no Oriente Médio





"Deus de infinita misericórdia e bondade, rezamos a vós por essa terra em que, outrora, São Paulo deixou seus passos"

Deus de infinita misericórdia e bondade,
hoje rezamos a vós com o coração agradecido,
nesta terra em que, outrora, São Paulo deixou seus passos.
Às nações ele proclamou a verdade
de que Deus vive em Cristo,
fazendo o mundo se reconciliar com Ele.

Que a vossa voz ressoe no coração de todos os homens e mulheres,
enquanto os convidais a seguirem o caminho da reconciliação e da paz
e a serem misericordiosos como vós sois.

Senhor, vós dirigis palavras de paz ao vosso povo
e a todos os que se convertem a vós no seu coração.
Rezamos a vós pelos povos do Oriente Médio.
Ajudai-nos a derrubar os muros da hostilidade e da divisão
e a edificar juntos um mundo de justiça e solidariedade.

Senhor, vós criais um novo céu e uma nova terra.
A Vós confiamos os jovens destas regiões.
Nos seus corações eles aspiram a um mundo mais luminoso;
fortalecei a sua decisão de serem homens e mulheres de paz
e arautos da nova esperança para seus povos.

Pai, vós fazeis a justiça germinar na terra.
Rezamos pelos líderes civis desta região,
para que possam procurar satisfazer as justas aspirações dos seus povos
e educar os jovens pelos caminhos da justiça e da paz.

Inspirai-os a trabalhar com generosidade pelo bem comum
e a respeitar a dignidade inalienável de cada pessoa
e os direitos fundamentais que encontram a sua origem
na imagem e semelhança do Criador, impressa em todo ser humano.
Rezamos de modo especial pelas autoridades desta nobre terra da Síria.

Concedei-lhes sabedoria, clarividência e perseverança;
que eles nunca cedam ao desânimo,
na sua tarefa comprometedora de construir a paz duradoura que todos os povos almejam.
Pai celestial, neste lugar que testemunhou a conversão do apóstolo Paulo,
rezamos por todos os que acreditam no Evangelho de Jesus Cristo.

Guiai os seus passos na verdade e no amor.
Que eles sejam um só como Vós sois um com o Filho e o Espírito Santo.
Possam eles dar testemunho da paz que ultrapassa todo conhecimento
e da luz que triunfa sobre as trevas da hostilidade, do pecado e da morte.

Senhor do céu e da terra, Criador da única família humana,
rezamos pelos seguidores de todas as religiões.
Que eles procurem a vossa vontade na oração e na pureza do coração
e vos adorem e glorifiquem vosso Santo nome.
Orientai-os a fim de que encontre em vós a fortaleza
para ultrapassar o medo e a desconfiança,
para que cresça a amizade e vivam juntos em harmonia.

Pai misericordioso, que todos os crentes encontrem a coragem
de perdoar uns aos outros para curarem as feridas do passado
e elas não sejam pretexto para novos sofrimentos no presente.
Que isto se verifique sobretudo na Terra Santa,
nesta terra que abençoastes com tantos sinais da vossa Providência
e onde vos revelastes como Deus do AMOR.

À Mãe de Jesus, a Santíssima Virgem Maria,
nós confiamos os homens e as mulheres que vivem na terra
em que outrora viveu o próprio Jesus.
Seguindo o Seu exemplo, que eles escutem a palavra de Deus
e tenham respeito e compaixão uns pelos outros,
especialmente por aqueles que são diferentes.
Que eles se inspirem na unidade do coração e da mente,
enquanto trabalham por um mundo que seja verdadeira casa
para todos os seus povos.
PAZ! PAZ! PAZ!
Amém.