sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O coração e a mala

E você, o que coloca na bagagem do seu coração?

O coração é a mala de nossas vidas.
Colocamos tudo que podemos em seu interior e tudo que não sabemos. Tentamos organizar os sentimentos como se fosse algo possível. Sentimentos não são como camisetas de linho que, com a prática certa e dedos ágeis, permanecem lisos e milimetricamente dobrados em um quadrado sem poeira. Na verdade, são apenas tecidos de comprimentos imensuráveis, tortos e frágeis como cristal. Irregulares como uma joia, mas tão preciosos como uma.
A tristeza, um fio feito de lágrimas, se enrosca na saudade, muitas vezes parecendo um só. Ele pode tocar na felicidade e, mesmo parecendo tão opostos, um tão colorido e outro tão vazio, encaixa-se em nosso coração. O amor tão conflituoso se delimita a todos os cantos da maleta, vermelho e cintilante, uma canção de ninar para tantos momentos.
Em alguns, uns sentimentos são mais favorecidos. São ofertados mais panos de alegria do que mágoa, ou mais melancolia que entusiasmo. Tudo que fazemos acrescenta de forma distinta algo em nossa alma.
Pessoas nos marcam. Situações nos marcam. Guardamos odores em um zíper escondido que… Simplesmente, recorda a ocasião que encontramos nosso melhor amigo. Colocamos ancoras em frases que fazem parte de uma de nossas lágrimas. Chaveiros feitos de um momento de raiva, apenas presentes porque não conseguimos esquecer. O sabor de uma torta porque era a preferida de um irmão ou da mãe. Um toca fitas com a música favorita de um céu sem nuvens e uma primavera de folhas alaranjadas. Um violão que nunca tocou porque ele foi dado em sua formatura.
Fotografias. A primeira vez que viu o mar e correu como se não houvesse amanhã. Um grito de um coração buscando um significado. Brincadeiras em um dia de coração partido. Farturas em noites cantadas por estrelas. Solidão em um metrô lotado por vozes que não fazem sentido. Uma comemoração sobre a onda perfeita e cabelos que eternamente terão o cheiro de sal. Uma dança descoordenada com uma batida sem ritmo. O primeiro bolo que durou o suficiente para aquela recordação. O primeiro som de seu animal de estimação.
O casaco que alguém jogou em seu ombro. O café sem açúcar que caiu em seu livro favorito e ficou para sempre com aquele cheiro de despertar. Liberdade de uma chuva passageira. O primeiro beijo, aquele que teve esticar a ponta do pé para sentir o gosto de amoras silvestres dos lábios ofertados. Um olhar prolongado para uma estação que ficava para trás. Dedos espalmados sobre o vidro de um ônibus pontilhado com a névoa de uma nevasca fria. Seu cantor favorito cantando sobre os estilhaços de uma paixão que ele jamais encontrou.
Alguém que ama que se perdeu para sempre. A última batida de uma vida que jamais vai reencontrar. Sua última lembrança. Seu nome recordado em cada luar, enroscado em cobertores que jamais irão te aquecer.
Tantas lembranças..
Tantos sentimentos..
Tantos…
Guardados em um único coração.

Alguns dias engasgados com as peças que faltam. Outros guardando lembranças que não foram tecidas.
E assim sobrevivemos com nossas diferenças. Cada um levando arrastando consigo tudo que viveu com espaço para tudo que irá viver.
Com tudo que está faltando e tudo que está preenchido.
Damos o tecido de nossa amizade e recebemos cores diferentes de volta. Perdemos algo de que não precisamos para receber abraços aconchegantes e amanteigados que irão nos fazer sonhar com o agora. Abandonamos e ganhamos.
E sempre encontramos pessoas que nos aceitam com toda nossa bagagem, por mais que os tons estejam se fragmentando, apenas para colocar novas fotografias com sua própria paleta de tons.
Assim vivemos cada aurora. Esquecendo e se lembrando. Guardando a neve e o fogo, diários e razões para criar, risadas e soluços, doando e recebendo novos e velhos pedaços em nossos corações.
Eternos.

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano?

A origem da dúvida

A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.
Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.
A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).
Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.
No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.
São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.
O corpo do Apóstolo foi depositado num esquálido túmulo ao lado do circo; e os fiéis, nos interstícios das perseguições, o iam venerar.
Podemos imaginá-los cheios de fé, iludindo a vigilância da soldadesca e talvez ouvindo os bramidos das multidões no circo, aproximando-se cautelosamente para elevar uma prece naquele túmulo sagrado e revigorar sua certeza no triunfo da Igreja.
Levantam-se templos sucessivos

Planta de São Pedro. Azul: atual; marrom: constantiana-medieval; verde: Circo romano
Tem-se notícia de um singelo templo erguido sobre o túmulo de São Pedro pelos primeiros cristãos.
Nada dele restou, pois em seu lugar, no ano 325, Constantino, à testa de um Império cristianizado, mandou construir uma magnífica basílica em estilo romano, em honra do Príncipe dos Apóstolos.
Esta basílica constantiniana sofreu sucessivas reformas e acréscimos, e também toda espécie de calamidades.
Em 847, os sarracenos a pilharam. Para protegê-la dos maometanos, o Papa Leão IV a rodeou com um muro e torres fortificadas.
A área assim protegida foi chamada de Cidade Leonina, que foi o embrião da hodierna Cidade do Vaticano.
Em volta da basílica surgiram igrejas e mosteiros. Os Papas construíram um dos seus melhores palácios.
No interior, o venerando templo albergava quanto havia de mais precioso ofertado por gerações de peregrinos.
São Pedro, basílica constantiniana com reformas medievais.
Quando o Papa Martinho V retornou a Roma, encerrando mais de um século de cisma, a velha basílica semi-abandonada ameaçava ruir.
Nicolau V quis edificar uma nova, mas faleceu em 1455, tendo completado apenas alguns alicerces.
Construção da atual Basílica
O Papa Júlio II confiou o plano da Basílica e a sua execução ao famoso arquiteto Bramante. Júlio II em pessoa, na presença de 35 cardeais, colocou a pedra fundamental há 500 anos, em 18 de abril de 1506.
A construção da Basílica durou mais de um século, tendo sido consagrada em 18 de novembro de 1626 por Urbano VIII. Bramante fora sucedido por artistas como Rafael e Michelangelo.
O Papa Paulo V dispôs que a Basílica tivesse forma de cruz latina, para melhor se adequar ao espírito da Contra-Reforma.
Porém, após tantos séculos e reformas começou um zum-zum que insinuava que as relíquia de São Pedro não estariam ali.
Em 1953 foi achado um antigo túmulo hebraico com a inscrição “Simão filho de Jonas”.
O achado arqueológico foi objeto de um livro “Gli Scavi del Dominus Flevit”, redigido por dois sacerdotes, os Pe. Bellarmino Bagatti OFM (1905-1990) e Józef Tadeusz Milik (1922-2006).
O livro foi alimentou a suspeita de que os ossos de São Pedro não se encontravam em Roma.
O historiador Schaff até avançou a idéia de que São Pedro nunca esteve em Roma. Para isso manipulou a Epístola de São Paulo aos Romanos, que remonta ao ano 58.
Nela, São Paulo não menciona São Pedro, embora cita os nomes de 28 líderes da igreja em Roma (Rom. 16:7). São Paulo que esteve também em Roma, onde foi martirizado, escreveu que “só Lucas está comigo”. [1 Tim. 4:11]
A instrumentalização das citações era de molde a semear a dúvida. Se em São Pedro de Roma não estão as relíquias de São Pedro como a Igreja sempre disse, Ela seria pega numa fraude risível.
O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)

Fonte: Aleteia

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sim, corrigir o próximo é um jeito corajoso de amá-lo



Não confunda amor e misericórdia com a covardia ou o comodismo de não corrigir

No capítulo XVIII de São Mateus Jesus exorta seus discípulos, reunidos como Igreja, a corrigirem-se mutuamente.
Há lugar, sim, para a correção fraterna na Igreja!
Por ser Comunidade de amor, é Comunidade de compromisso, de responsabilidade no seguimento de Cristo.
Não se pode usar o amor para acobertar a covardia, a tibieza, a frieza para com o Senhor e os irmãos e os desmandos na Comunidade! O amor é exigente: “O amor de Cristo nos impele” (cf. 2Cor 5,14).
A infidelidade ao amor a Cristo e aos irmãos é precisamente o pecado, que gera a divisão, a desunião, que faz sangrar a Igreja.
Por isso Jesus nos exorta à correção fraterna, desde aquela simples, feita entre irmãos, até a correção formal e mais solene, feita pelo Bispo ou até mesmo pelo Papa, como Chefe Supremo da Igreja de Cristo neste mundo: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo; se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas; se ele não der ouvido, dize-o à Igreja”.
Muitas vezes, vê-se confundir amor e misericórdia com a covardia ou o comodismo de não corrigir.
Ora, a correção é um modo de amar, é um modo de preocupar-se com o outro e com a Comunidade que é ferida pelo pecado e o mau exemplo. A correção pode salvar o irmão.
Quantos escândalos nas nossas Comunidades e em nossas famílias poderiam ter sido evitados se houvesse a correção no momento oportuno e do modo discreto e sincero que Jesus nos recomenda!
A omissão em corrigir é covardia, é falta de amor, é pecado de omissão e desatenção pelo irmão.
Certamente, tal correção deverá ser feita sempre com amor, com discernimento, com caridade fraterna.
No VI século, São Bento, na sua Regra para os monges, deu um preceito encantador: “In tribulationem subvenire” – poderíamos traduzir assim: “socorrer na tribulação”.
O verbo latino usado foi “sub-venire”: vir por baixo, vir de baixo. Ou seja, socorrer sim, corrigir sim, mas com a humildade de quem vem por baixo para sustentar, amparar e ajudar, para salvar; não vem com a soberba de quem está por cima para massacrar! Corrigir, sim, mas como Deus, que em Jesus, veio por baixo, na pobreza do presépio e na humilhação da cruz!
Aí a correção terá mais chance de surtir efeito!
Se em nossas comunidades de Igreja, se em nossas famílias, sobretudo no comportamento dos pais em relação aos filhos, for retomado o bom e corajoso hábito da correção fraterna e amorosa, certamente a convivência será mais sadia e seremos mais verdadeiros e felizes.
(via Dom Henrique Soares, bispo de Palmares)

Fonte: Aleteia

Se cristão se defende, é censura; se autoridade impõe ideologia, é diversidade?

Caso Queermuseu: Ministério Público impõe interpretação ideológica subjetiva. Isto é verdadeira defesa da diversidade e da liberdade?

A polêmica exposição “Queermuseu“, do Instituto Santander Cultural em Porto Alegre, continua rendendo discussão. Não a exposição em si, que foi fechada por decisão do seu próprio realizador, mas sim os conceitos envolvidos na polêmica em torno dela – e, principalmente, a seletiva interpretação ideológica desses conceitos por parte de quem deveria ser o mais absolutamente imparcial possível.
Um radialista brasileiro frequentemente rotulado como “direitista”, Guilherme Macalossi, acaba de publicar uma crítica ao Ministério Público do Rio Grande do Sul. Independentemente da posição do autor no assim chamado “espectro ideológico”, a crítica proposta é relevante pela gravidade do assunto e merece ser pauta para um debate sério sobre o que, de fato, está em questão.
O jornalista comenta, em seu texto, que o MP gaúcho está praticando uma forma de interferência coercitiva dentro de uma entidade privada. É que o Ministério Público do RS, por meio do que foi descrito como um “acordo”, resolveu ditar ao Santander Cultural o que ele deve expor ao público – e ainda determinou uma pesada sanção financeira caso não o faça: o instituto deverá realizar duas exposições alinhadas à temática da mostra “Queermuseu” e, se desobedecer ao combinado, terá de pagar R$ 800.000,00 de multa.
Não que o Santander Cultural deva achar isto ruim: afinal, o instituto só cancelou a mostra anterior porque viu que estava perdendo clientes e dinheiro; agora tem uma ótima justificativa para voltar a fazer o que já estava fazendo e, no caso de haver novas críticas, poderá transferir alegremente a responsabilidade ao Ministério Público, que, afinal, lhe ordenou realizar as novas mostras.
Apesar do eventual bom grado com que o instituto possa ter recebido essa imposição, trata-se, para todos os efeitos, da ingerência coercitiva de representantes do poder público em uma entidade privada, a ponto de lhe ditarem o conteúdo “artístico” que ela passa a ser obrigada a expor dentro de um determinado prazo, com punição predefinida caso não se sujeite a essa imposição. Se isto é zelo pela “liberdade”, a “liberdade” em questão é do tipo que arrancaria aplausos à ditadura do Turcomenistão.
A “lógica” subjacente a essa alegada “defesa da diversidade” e da “liberdade de expressão” é a mesma que tachou de “censura” a reação das pessoas que se sentiram ofendidas pelas agressões à fé católica perpetradas na mostra “Queermuseu“. Para essa “lógica”, as pessoas que expuseram a sua opinião crítica contra um insulto sofrido cometeram “censura”. Para essa “lógica”, as pessoas que propuseram um legítimo, legal e pacífico boicote contra aquilo que as ofendeu cometeram “censura”. Para essa “lógica”, pouco importa que só tenha aderido ao boicote quem bem quis, já que não houve imposição alguma a ninguém: continua tendo sido “censura”. Para essa “lógica”, pouco importa se não houve qualquer proibição de qualquer espécie por parte de qualquer autoridade contra aquela mostra: continua tendo sido “censura”. Para essa “lógica”, é “censura” quando cidadãos reagem para defender os seus princípios e crenças diante de quem resolveu agredi-los sob a máscara da “arte”. Agressão é arte. Reagir à agressão é censura.
Sempre de acordo com essa “lógica”, a imposição de uma pauta ideológica subjetiva a uma entidade privada por parte de representantes do poder público é um gesto de “defesa da diversidade”. Mas qual diversidade? A dos que acham que agredir a fé alheia é “diverso” do que de fato é?
As questões a serem discutidas, para dizer o mínimo, são inquietantes. Haverá censura contra quem quiser discuti-las?
Enquanto o Ministério Público não resolver multar quem exerce a liberdade de expressão (e, por absurdo que seja, este cenário parece possível), a discussão precisa crescer. E, goste-se ou não de Guilherme Macalossi e dos rótulos que lhe são distribuídos, as questões que ele propõe em seu texto são relevantes para que prossiga o debate – sem censura, ao menos neste momento. Eis o texto, conforme publicado pelo jornal Gazeta do Povo:
A narrativa de esquerda tentou difundir que o Santander Cultural foi vítima de censura quando a sociedade, por meio de ferramentas virtuais, se mobilizou em protesto contra a mostra “Queermuseu”, cujo conteúdo, da forma como se apresentava, flagrantemente desrespeitava o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Penal. O que ocorreu foi um boicote, que é uma iniciativa espontânea nascida da motivação individual. A adesão em massa a esse movimento impactou de tal forma no Banco Santander que este se viu obrigado a encerrar a exposição antecipadamente.
O suposto ataque à liberdade expressão jamais existiu. Um ente privado, por livre iniciativa, tomou uma decisão como resposta a um conjunto de pessoas que se manifestavam livremente. Assim como entendeu ser melhor fechar o “Queermuseu”, o Santander poderia mantê-la aberta, arcando com o desgaste e os custos financeiros decorrentes. Só poderia haver censura se houvesse uma determinação vertical vinda de um organismo dotado de poderes. No caso, seria censura se um órgão de Estado obrigasse o fechamento da mostra.
Por meio de sua Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, o Ministério Público do Rio Grande do Sul firmou um termo de compromisso com o Santander Cultural que obriga a entidade a realizar duas exposições com temáticas semelhantes à do “Queermuseu” no prazo de até 18 meses. Segundo o acordo, uma delas versará sobre intolerância e a outra, sobre empoderamento das mulheres. Se o acordo for descumprido, resultará em uma multa de R$ 800 mil.
O que muitos vão comemorar como vitória da tolerância não passa de imposição coercitiva da diversidade. O ato do Ministério Público é típico de uma republiqueta bananeira. Parte do pressuposto de que um órgão público pode definir o conteúdo e a programação de um ente privado, inclusive estipulando penas financeiras vultosas.
Quando deveria ser ativo, na época em que o Queermuseu claramente infringiu a lei ao expor menores de idade a conteúdo adulto e escarnecer de símbolos religiosos, o MP foi omisso. Agora pretende compensar a inação da época praticando ativismo descarado. Sob a égide da liberdade de expressão, pretende civilizar os brutos e selvagens que “reagiram de forma violenta” – esta é a linguagem presente no termo de compromisso – à exposição. É o autoritarismo virtuoso dos procuradores travestidos de missionários da inclusão.
O Santander Cultural, por outro lado, deve estar bastante satisfeito, já que o Ministério Público lhe possibilitou uma bela desculpa caso as novas exposições gerem a mesma repercussão negativa entre o público e seus clientes. Quando cancelou a mostra anterior, o Santander o fez contrariado. Isso fica claro em um comunicado interno do banco, no qual seu presidente ataca os críticos do “Queermuseu” e afirma que “não há empresa mais comprometida com a diversidade” do que a sua. Nunca antes uma obrigação foi tão útil para a aplicação de uma agenda social.
Quem sabe os integrantes do Ministério Público de São Paulo não se inspiram em seus colegas gaúchos e firmam um termo semelhante com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Já imagino até as cláusulas: mais duas performances ao estilo La Bête e multa em caso de os artistas não serem apalpados.
Guilherme Macalossi, em Gazeta do Povo (14/01/2018)
Fonte: Aleteia 

Cuidado, pais: aplicativos infantis infectados por vírus que mostram pornografia



Site publica lista de aplicativos afetados – mas há novos surgindo todos os dias

Como se os pais não tivessem mais nada com que se preocupar, vários aplicativos de smartphone dedicados a crianças começaram, de repente, a exibir imagens pornográficas. Eles estão sendo infectados por malware, uma espécie de vírus informático.
Segundo a empresa de segurança cibernética Checkpoint, cerca de 60 aplicativos que contêm o malware “AdultSwine” já foram instalados em cerca de 7 milhões de aparelhos celulares.
Muitos desses aplicativos são para crianças.
Quando executado, o malware faz o aplicativo exibir anúncios pop-up de produtos duvidosos ou de pornografia explícita.
Segundo a Checkpont, o Google removeu os aplicativos infectados da Play Store, mas isso não protege quem já tem o aplicativo instalado.
O site Inc. fornece uma lista parcial de aplicativos afetados, mas há milhares de novos códigos de malware sendo desenvolvidos todos os dias – e infectando outros aplicativos também.
O conselho é que os pais se assegurem de que tanto eles quanto os seus filhos possuem sistemas confiáveis de segurança em execução nos seus dispositivos e se informem sobre como detectar e eliminar aplicativos infectados.
Fonte: Aleteia

Papa Francisco é atingido na cabeça por jornal em Santiago. Veja!

Depois do pequeno acidente na Colômbia, que lhe custou uma ferida no olho e na bochecha esquerda, e do de Dhaka, Bangladesh, onde um poste de luz quase caiu sobre ele, mais uma desventura ocorreu com o Papa Francisco no papamóvel, desta vez no Chile.
Enquanto passava a bordo do carro descoberto entre as dezenas de milhares de fiéis pelas ruas do Parque O’Higgins, em Santiago do Chile, onde celebrou a sua primeira missa em terras chilenas, o pontífice foi atingido na cabeça por um jornal jogado por alguém presente na grande multidão.
Francisco, que nunca parou de sorrir, simplesmente se virou, olhando para seus pés para ver do que se tratava.
Nada de grave, mas os homens de segurança logo levantaram o nível de guarda, considerando-se também os protestos que acompanharam esse primeiro dia da viagem do papa ao país sul-americano.
Um grupo de manifestantes queria se aproximar justamente do Parque O’Higgins e foi disperso pelas unidades antimotim da polícia chilena, com alguns confrontos isolados.
O vídeo do jornal jogado contra o papa, enquanto isso, viralizou na web.
Fonte: Blog do Carmadelio

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Igrejas sofrem novos ataques durante visita do Papa ao Chile

A porta do templo foi queimada com um coquetel molotov

Três novos ataques contra igrejas em um bairro de Santiago e em La Araucanía (sul) foram registrados nesta terça-feira durante a visita do papa Francisco ao Chile.
Um dos ataques aconteceu na paróquia de Madre de la Divina Providencia, situada em Puente Alto, na área metropolitana.
A porta do templo foi queimada com um coquetel molotov.
Na região de Araucanía, que o Papa visitará nesta quarta, duas capelas foram destruídas pelo fogo.
Estos ataques se somam a cinco outros ocorridos no fim de semana em Santiago e atribuídos pelas autoridades a grupos anarquistas.
O papa Francisco chegou na segunda à noite em Santiago para uma visita oficial ao Chile e depois ao Peru.
(AFP)
Fonte: Aleteia