quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ter padroeiros é bíblico?

Uma resposta curta e com embasamento sólido

A Bíblia diz que cada nação tem seu Padroeiro, seu Intercessor no céu   (Daniel 10,13.20-22; Apocalipse 2,1.8.12.18; 3,1.7.14).O livro de Daniel afirma que cada povo, nação, possui um Anjo Protetor (Daniel 10,13.20-22) , um responsável de apresentar as orações dos fiéis da terra e interceder pelas necessidade desse povo (Apocalipse  8, 3-4; Zacarias 1,12).
A IGREJA TEM PODER PARA DEFINIR O PADROEIRO DE UMA COMUNIDADE
A Igreja recebeu de Cristo, o Filho de Deus, Um com o Pai e o Espírito Santo, o poder de o que ligar na terra, ser ligado no céu (Mateus 16,19); assim ela pode decretar qual o Padroeiro de determinado povo, igreja ou nação.
Dessa forma, levando em consideração o desejo do povo cristão católico do Brasil, decretou oficialmente que Nossa Senhora representada na imagem de Aparecida, era a Padroeira do Brasil.
Assim como os anjos que vigiam lembrando a Deus as necessidades de Jerusalém (Zacarias 1,12-13; Isaías 62,6-7), Maria, Nossa Senhora Aparecida apresenta ao seu Filho as necessidades e preces do povo brasileiro, tal qual o anjo e os Santos Anciãos no livro do Apocalipse (Apo 5,8. 8,4).

São Sebastião, um leigo comprometido

Nosso padroeiro São Sebastião é um santo antigo no tempo, mas novo em sua mensagem.
Nasceu em 256, na França, porém ainda pequeno mudou-se para Milão (Itália) onde cresceu, estudou e, assim como seu pai, optou pela carreira militar. Tornou-se capitão.
Havia, no entanto, um problema: ser cristão e militar ao mesmo tempo não era possível, dado que os soldados – e muito mais os oficiais – tinham de adorar os ídolos pagãos. Ora, o Cristianismo só presta culto de adoração (latria) ao Deus uno e trino: Pai, Filho e Espírito Santo.
O imperador Maximiano – por meio de uma delação – soube que Sebastião era cristão e, por isso, chamou-o para dar-lhe satisfação. Como autêntico batizado, o militar disse a verdade ao imperador. Este, então, mandou mata-lo. Santa Luciana, piedosa mulher, em 287, o sepultou em uma catacumba (cemitério clandestino). Nosso padroeiro é, portanto, um mártir (= testemunha da fé).
Quanto tem ele, na condição de leigo, a nos ensinar neste Ano do Laicato, proposto pela CNBB! Sebastião foi um homem que preferiu, com a graça divina, morrer a trair o Evangelho. Escolheu obedecer antes a Deus que aos homens (cf. At 5,29). E nisso nos dá brilhante exemplo em um tempo no qual cada um(a) é chamado(a) a testemunhar a sua fé em ambientes não raras vezes hostis.
Como imitá-lo, portanto, hoje? – Cremos que, primeiro, pela oração: neste ponto a novena muito ajuda. Afinal, os Apóstolos, em companhia de Maria, só receberam o Espírito Santo após nove dias de fervorosas preces comunitárias (cf. At 1,14); segundo, pelo exemplo de vida em todos os ambientes, a começar pela família, e, por fim, pela participação na vida eclesial (nas pastorais, por exemplo) e sociopolítica (tomar parte ativa, na medida das possibilidades, de modo ordeiro, legal e verdadeiramente cristão, do que ocorre ao nosso redor).
Glorioso mártir São Sebastião, intercedei por nós hoje e sempre!

(Artigo nosso publicado, originalmente, no livrete da Novena da Paróquia São Sebastião, de Amparo).
 Fonte: Aleteia

Não basta ouvir com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da divina Palavra

Catequese do Papa Francisco sobre a Liturgia da Palavra

“Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?”
Ao dar continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, a 4ª de 2018 e a 213ª de seu Pontificado, sobre a Liturgia da Palavra, “que é uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós”.
“É uma experiência que acontece “ao vivo” e não por ouvir dizer – explicou o Santo Padre aos fiéis presentes na Praça São Pedro – porque quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é Deus mesmo que fala ao seu povo e Cristo, presente na sua palavra, anuncia o Evangelho”.
O Papa alertou então, que muitas vezes enquanto se lê a Palavra de Deus, se fazem comentários sobre como o outro se veste ou se comporta. Ao invés disto, “devemos escutar, abrir o coração porque é o próprio Deus que nos fala e não pensar em outras coisas ou em falar de outras coisas. Entenderam? Não acredito que aconteça muito, mas explicarei o que acontece nesta Liturgia da Palavra”:
“As páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada por Deus. É Deus que por meio do que se lê nos fala e interpela a nós que escutamos com fé (…). Mas para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração abertopara receber a palavra no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir. Algumas vezes não entendemos bem porque existem algumas leituras um pouco difíceis. Mas Deus nos fala o mesmo em outro modo: em silêncio e ouvir a Palavra de Deus. Não esqueçam isto. Na Missa, quando começam as leituras, ouvimos a Palavra de Deus”.
“Temos necessidade de escutá-lo!”, enfatizou o Papa. “É de fato uma questão de vida, como bem recorda a incisiva expressão «nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus»”.
Neste sentido, “falamos da  Liturgia da Palavra como da “mesa” que o Senhor prepara para alimentar a nossa vida espiritual”.
A mesa litúrgica é abundante, “abre mais largamente os tesouros da Bíblia”, do Antigo e do Novo Testamento, porque neles é anunciado pela Igreja o único e idêntico mistério de Cristo:
“Pensemos na riqueza das leituras bíblicas oferecidas pelos três ciclos dominicais que, à luz do Evangelhos Sinóticos, nos acompanham no decorrer do ano litúrgico, uma grande riqueza”.
O Papa chamou a atenção para a importância do Salmo responsorial, “cuja função é favorecer a meditação do que foi escutado na leitura que o precede”.
“É bom que o Salmo seja valorizado com o canto, ao menos  do refrão”, observou Francisco, acrescentando que também as leituras dos dias feriais constituem “um grande nutrimento para a vida cristã”.
O Santo Padre explicou então que “as leituras da Missa, variadamente ordenadas segundo as diferentes tradições do Oriente e Ocidente, estão contidas nos Lecionários”.
“A proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial, acompanhando o caminho de todos e de cada um”.
Neste sentido – explica – “se entende porque escolhas subjetivas, como a omissão de leituras e a sua substituição com textos não bíblicos, são proibidas”.
“Isto de fato empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração. Pelo contrário, a dignidade do ambão e o uso do lecionário, a disponibilidade de bons leitores e salmistas. Mas procurem bons leitores, eh!, aqueles que saibam ler, não aqueles que leem e não se entende nada, eh! é assim, eh! Bons leitores, eh! Devem se preparar e ensaiar antes da Missa para ler bem. E isto cria um clima de silêncio receptivo”.
A Palavra do Senhor é uma ajuda indispensável para não nos perdermos, nos nutre e nos ilumina, nos ajudando assim a enfrentarmos as dificuldades e as provas de nossa peregrinação terrena.
Mas “não basta ouvir com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da divina Palavra, permitindo a ela dar fruto”.
“A ação do Espírito, que torna eficaz a resposta, tem necessidade de corações que se deixem trabalhar e cultivar, de modo que aquilo que é ouvido na Missa passe para a vida cotidiana, segundo a advertência do apóstolo Tiago: «Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos».”
“A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. A escutamos com os ouvidos, passa pelo coração, não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos estas coisas. Obrigado.”
Fonte: Aleteia

Febre amarela mata 28 pessoas em uma semana no Brasil

A febre amarela provoca febre, calafrios, fadiga, dores de cabeça e musculares, geralmente associados a náuseas e vômitos

O balanço de mortes pela febre amarela no Brasil desde julho de 2017 passou de 53 a 81, com 28 mortos na última semana (+52%), indicaram fontes oficiais nesta terça-feira (30).
Desde julho de 2017, há 213 casos confirmados, 83 deles desde 23 de janeiro.
O país sul-americano enfrenta o segundo surto anual consecutivo da doença, que matou 261 pessoas no primeiro semestre de 2017.
Em ambos os casos, o epicentro se situa em três estados do sudeste: São Paulo, com 108 casos confirmados e 43 mortes; Minas Gerais, com 77 casos y 30 óbitos; e Rio de Janeiro, com 27 casos e sete mortos.
O Distrito Federal de Brasília (centro-oeste) também registrou uma morte, segundo o balanço nacional.
Campanhas de vacinação estão sendo realizadas em vários estados, entre eles os três mais afetados pelo vírus, que circula perto de centros urbanos.
A febre amarela é transmitida aos humanos pela picada de mosquitos que antes picaram um macaco infectado. No Brasil, se apresenta na modalidade de ciclo rural e está restrita a zonas florestais, consideradas prioritárias para efeitos de imunização.
A modalidade urbana acontece quando um mosquito transmite o vírus de uma pessoa infectada a uma saudável. Mas não há registros deste ciclo no Brasil desde 1942, e as autoridades negam indícios de uma urbanização da doença.
A febre amarela provoca febre, calafrios, fadiga, dores de cabeça e musculares, geralmente associados a náuseas e vômitos. Os casos graves levam a uma insuficiência renal e hepática, icterícia e hemorragia.
Fonte: Aleteia

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Qual é a diferença entre ambão e púlpito?

Parecem duas palavras que significam a mesma coisa, mas envolvem notáveis diferenças

É frequente que as pessoas confundam ambões com púlpitos, mas, historicamente, os dois termos identificavam objetos diferentes.

Ambão

EAST NEWS
A palavra tem origem grega e significa algo como “elevação”. Desde o século IV, os cristãos tinham por costume usar uma plataforma elevada durante a missa para cantar ou ler a Epístola (no geral, era lida uma das cartas de São Paulo) e o Evangelho. Alguns historiadores acreditam que essa plataforma deriva da que os rabinos usavam para ler as escrituras diante do povo. Espiritualmente, ela é inspirada no fato de que Jesus “subiu à montanha, sentou-se e seus discípulos se aproximaram dele. Então tomou a palavra e começou a ensiná-los” (Mateus 5,1-2).
À medida que o rito litúrgico se desenvolvia, passaram a ser colocados dois ambões para distinguir entre a Epístola e o Evangelho: o ambão da Epístola era colocado ao lado sul do sacrário, enquanto o do Evangelho ficava ao norte.
No século XIV começou um declive no uso dos ambões, que perderam espaço para os púlpitos.

Púlpito

A palavra deriva do latim ‘pulpĭtum’, que, originalmente, designava uma espécie de palco. Nas igrejas medievais, o púlpito se tornou uma plataforma usada principalmente para a pregação. O púlpito era colocado no centro da nave principal, o lugar onde ficava o povo. Sua posição era elevada para que a voz do sacerdote chegasse mais facilmente até os fiéis.
Depois da Reforma, os púlpitos se tornaram elemento central nas igrejas protestantes, passando a decair notavelmente nas igrejas católicas. No século XIX, as igrejas católicas começaram a usar um atril ou leitoril portátil, que era trazido para os sermões e retirado para o restante da missa.
A Instrução Geral do Missal Romano, porém, pede hoje que se prefira um ambão estável e não um simples atril portátil. O ambão, conforme a estrutura da igreja, deve ser colocado de tal maneira que os ministros ordenados e os leitores possam ser vistos e escutados convenientemente pelos fiéis.

Fonte: Aleteia

Retiros de Carnaval 2018



O tradicional Retiro de Carnaval do município de Serrinha dos Pintos estará celebrando 20 anos e será realizado de  09 a 13 com pregações de Emanuel Stênio, da Canção Nova; Banda Divina Luz de Natal; Banda Louvar-te, de Serrinha dos Pintos; Daniel Staravengo, da Banda Louvor e Glória/SP. Também teremos as presenças da Ir. Juliana e Ir. Juarez, de Fortaleza; Sérgio Arocas, de Goiânia/GO; Maxsuel Martins, coordenador diocesano da RCC; padres da Diocese e a presença do Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana. Mais informações acesse na fanpage do evento e no Instagram @xxretiroespiritualdecarnaval




Comunidade Shalom
O Retiro do Renascer de Carnaval da Comunidade Católica Shalom será realizado entre os dias 11 e 13, no Centro de Evangelização da Comunidade, na Rua Lopes Trovão, 805, bairro Doze Anos. Mais informações acesse o site: 
www.comshalom.org/mossoro/

  

Renovação Carismática Católica em Mossoró
O Retiro “Nova Vida em Cristo”, da RCC de Mossoró, vai acontecer no período de 10 a 13 de fevereiro, no Centro de Evangelização Padre Guido Tonelotto. Mais informações 3314-1501 ou através do site www. rccmossoro.com



Fonte: Diocese de Santa Luzia

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Papa: Jesus, Mestre poderoso em palavras e obras

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, neste domingo (28/01), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
O Pontífice explicou que o Evangelho deste domingo faz parte da mais ampla narração indicada como o “dia de Cafarnaum”. No centro dessa passagem está o exorcismo, através do qual Jesus é apresentado como profeta poderoso em palavras e obras.
Jesus entra na sinagoga de Cafarnaum no dia de sábado e começa a ensinar. “As pessoas ficam admiradas com as suas palavras, pois não são palavras comuns, não parecem com aquelas que geralmente escutam.” “Os escribas ensinam, mas sem ter uma própria credibilidade. E Jesus ensina com autoridade.”
“Jesus ensina como uma pessoa que tem autoridade, revelando-se o Enviado de Deus, e não um homem simples que deve fundar seu próprio ensinamento somente nas tradições precedentes. Jesus tem credibilidade plena. A sua doutrina é nova e o Evangelho diz que as pessoas comentavam: «Um ensinamento novo, dado com autoridade».”
“Ao mesmo tempo, Jesus revela-se poderoso também nas obras. Na sinagoga de Cafarnaum há um homem possuído por um espírito mau que se manifesta gritando estas palavras: «Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus».
“O diabo diz a verdade: Jesus veio para destruir o diabo, para destruir o demônio, para vencê-lo.”
“Este espírito imundo conhece a potência de Jesus e proclama a sua santidade. Jesus o repreende, dizendo-lhe: «Cala-te e sai dele!» Essas poucas palavras de Jesus são suficientes para obter a vitória sobre satanás, que sai daquele homem sacudindo-o e dando um grande frito, segundo o Evangelho.”
Segundo o Papa, “esse fato impressiona muito as pessoas presentes. Todos estão cheios de temor e se perguntam: «O que é isso? Ele manda até mesmo nos espíritos maus e eles obedecem!»
A força de Jesus confirma a credibilidade de seu ensinamento. Ele não pronuncia somente palavras, mas age. “Assim, se manifesta o projeto de Deus com palavras e com a força das obras.”
No Evangelho, vemos que Jesus, em sua missão terrena, revela o amor de Deus seja com a pregação seja com os vários gestos de atenção e socorro aos doentes, necessitados, crianças e pecadores.”
Ele nos comunica também a força necessária para superar as dificuldades, as provações e as tentações. Pensemos: que grande graça é para nós ter conhecido esse Deus tão poderoso e bom!”
“Um mestre e um amigo que nos indica o caminho e cuida de nós, especialmente quando precisamos.”
“Que a Virgem Maria, mulher da escuta, nos ajude a fazer silêncio ao nosso redor e dentro de nós para ouvir, no barulho das mensagens do mundo, a palavra mais crível que existe: a de seu Filho Jesus que anuncia o sentido de nossa existência e nos liberta de toda escravidão, inclusive a do maligno.”
Fonte: Aleteia

Invocar a Santa Mãe de Deus já é garantia de proteção e ajuda

Maria está atenta ao cansaço, sensível às turbulências, próxima do coração, disse o Papa

O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística, na manhã neste domingo (28/01), na Basílica Papal de Santa Maria Maior, Festa da Trasladação do ícone Salus Populi Romani, que retrata Maria tendo nos braços o Menino Jesus abençoando.
“Estamos aqui, como povo de Deus a caminho, para uma pausa no templo da Mãe. A presença da Mãe faz deste templo uma casa familiar para nós, filhos.”
“Associando-nos a gerações e gerações de romanos, reconhecemos nesta casa materna a nossa casa, a casa onde encontrar repouso, consolação, proteção e refúgio. ”
“O povo cristão compreendeu, desde o início, que, nas dificuldades e provações, é preciso recorrer à Mãe, como indica a mais antiga antífona mariana: À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”, disse o Pontífice em sua homilia.
“Recorremos, procuramos refúgio. Os nossos pais na fé nos ensinaram que, nos momentos turbulentos, é preciso acolhermo-nos sob o manto da Santa Mãe de Deus.
Outrora os perseguidos e os necessitados procuravam refúgio junto das mulheres nobres da alta sociedade: quando o seu manto, que era considerado inviolável, se estendia em sinal de acolhimento, a proteção era concedida”, frisou o Papa.
“O mesmo, fazemos nós em relação a Nossa Senhora, a mulher mais sublime do gênero humano. O seu manto está sempre aberto para nos acolher e recolher-nos. ”
“Bem o recorda o Oriente cristão, onde muitos celebram a Proteção da Mãe de Deus, que, num lindo ícone, é representada com o seu manto abrigando os filhos e cobrindo o mundo inteiro.
Os próprios monges antigos recomendavam que, nas provações, nos refugiássemos sob o manto da Santa Mãe de Deus: invocá-La – «Santa Mãe de Deus» – já era garantia de proteção e ajuda.”
Segundo Francisco, “esta sabedoria, que vem de longe, nos ajuda: a Mãe guarda a fé, protege as relações, salva nas intempéries e preserva do mal. Onde Nossa Senhora é de casa, o diabo não entra; onde está a Mãe, a perturbação não prevalece, o medo não vence.
Quem de nós não precisa disto? Quem de nós não se sente às vezes perturbado ou inquieto? Quantas vezes o coração é um mar em tempestade, onde as ondas dos problemas se amontoam e os ventos das preocupações não cessam de soprar! “Maria é a arca segura no meio do dilúvio. ”
“Não serão as ideias ou a tecnologia a dar-nos conforto e esperança, mas o rosto da Mãe, as suas mãos que acariciam a vida, o seu manto que nos abriga. Aprendamos a encontrar refúgio, indo todos os dias junto da Mãe”.
“Não desprezeis as súplicas. Quando nós A imploramos, Maria intercede por nós. Há um lindo título em grego – Grigorusa – que significa «Aquela que intercede prontamente»; que não demora, como ouvimos no Evangelho, onde imediatamente leva a Jesus a necessidade concreta daquelas pessoas: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3).
Assim faz, sempre que A invocamos: quando nos falta a esperança, quando escasseia a alegria, quando se esgotam as forças, quando se obscurece a estrela da vida, a Mãe intervém. “Está atenta ao cansaço, sensível às turbulências, próxima do coração.”
E nunca, nunca despreza as nossas orações; não deixa perder-se uma sequer. É Mãe, nunca Se envergonha de nós; antes, só espera poder ajudar os seus filhos.”
“Um episódio pode nos ajudar a compreender isto. Junto duma cama de hospital, uma mãe velava pelo seu filho, sofrendo em consequência dum acidente. Aquela mãe estava sempre ali, dia e noite. Uma vez lamentou-se com o sacerdote, dizendo: «Mas a nós, mães, o Senhor não permitiu uma coisa!» «O quê?»: perguntou o padre. «Carregar a dor dos filhos»: replicou a mulher.
Eis o coração de mãe: não se envergonha das feridas, das fraquezas dos filhos, mas quer tomá-las sobre si mesma. E a Mãe de Deus e nossa sabe tomar sobre Si, consolar e curar.”
“Livrai-nos de todos os perigos. O Papa disse ainda que “o próprio Senhor sabe que precisamos de refúgio e proteção em meio a tantos perigos. Por isso, no momento mais alto, na cruz, disse ao discípulo amado, a cada discípulo: «Eis a tua Mãe!»
“A Mãe não é um dom opcional, é o testamento de Cristo.”
E precisamos d’Ela como precisa de repouso um viajante, de ser levado nos braços como um bebê. É um grande perigo para a fé viver sem Mãe, sem proteção, deixando-nos arrastar pela vida como as folhas pelo vento.
O Senhor sabe isso, e recomenda-nos acolher a Mãe. Não é um galanteio espiritual, é uma exigência de vida. Amá-La, não é poesia; é saber viver. Porque, sem Mãe, não podemos ser filhos. E, antes de tudo, nós somos filhos, filhos amados, que têm Deus por Pai e Nossa Senhora por Mãe.”
Francisco recordou que “o Concílio Vaticano II ensina que Maria é «sinal de esperança segura e de consolação para o povo de Deus ainda peregrinante».
É sinal: é o sinal que Deus posicionou para nós. Se não o seguirmos, extraviamo-nos. Com efeito, há uma sinalização da vida espiritual, que deve ser observada. A nós, «que, entre perigos e angústias, caminhamos ainda na terra», tal sinalização indica-nos a Mãe, que já chegou à meta.
Quem melhor do que Ela nos pode acompanhar no caminho? Por que esperamos? Como o discípulo que, ao pé da cruz, acolheu consigo a Mãe «como sua», também nós convidamos Maria, desta casa materna, para a nossa casa.”
“Não se pode ficar indiferente, nem separado da Mãe, caso contrário perdemos a nossa identidade de filhos e de povo, e vivemos um cristianismo feito de ideias e programas, sem consagração, sem ternura, nem coração.”
“Mas, sem coração, não há amor; e a fé corre o risco de se tornar uma linda fábula doutros tempos. Ao contrário, a Mãe guarda e prepara os filhos. Ama-os e protege-os, para que amem e protejam o mundo. Façamos da Mãe o hóspede do nosso dia-a-dia, a presença constante em nossa casa, o nosso refúgio seguro. Consagremos-Lhe cada dia. Invoquemo-La em cada turbulência. E não nos esqueçamos de voltar junto d’Ela para Lhe agradecer”, concluiu o Papa.

8 atos secretos de bondade que qualquer um pode fazer



Essas ações generosas, feitas anonimamente por vizinhos e estranhos, são muito inspiradoras!


Todos nós conhecemos o mandamento “Amar ao próximo”. É aquele que quase todo mundo aprende na escola. E é fácil entender como um conceito geral, no sentido de que devemos ser bons uns com os outros e tratar os membros que não são familiares com amor e cuidado. Mas o que realmente significa o mandamento no cotidiano? Devo oferecer um abraço ao meu vizinho todas as manhãs da mesma forma que eu faço com meus filhos antes de irem à escola? Acho que não. Mas existem maneiras práticas e sutis de sermos gentis. Nós apenas temos que procurar as oportunidades certas.
Felizmente, existem pessoas no mundo que já são exemplos. Claro, você já deve ter lido sobre pessoas que pagam o café de outro cliente, mas isso é apenas um vislumbre dos muitos contos anônimos de bondade que se desdobram a cada dia e que devem ser celebrados. Então, aqui estão algumas histórias inspiradoras, todas com atos humildes de amor e bondade.
Presente de aniversário inverso
“Eu ia ficar sozinha no meu aniversário, então juntei algumas notas de US$ 10 e dirigi até o centro da cidade com a intenção de doar o dinheiro para pessoas sem-teto. Estava chovendo, então não tive muita sorte. Decepcionada, comecei a voltar para o meu carro quando vi uma jovem chorando em um ponto de ônibus. Ela estava no telefone com alguém dizendo que não sabia como ela iria comprar alimentos para sua família. Eu peguei o dinheiro do meu bolso e entreguei a ela. Minha bênção foi ver o rosto dela iluminado com alívio e alegria. Eu me afastei sabendo que eu ajudei alguém no momento certo e no lugar certo, da mesma forma como eu havia sido ajudada há muitos anos atrás”. – Angie Nuttle
Compartilhando música
“Enquanto eu trabalhava na estação de metrô da Times Square, um homem cego juntou-se a um grupo de transeuntes reunidos ao meu redor. O rosto do cego se iluminou com o som da minha música. Uma senhora da multidão, sem relação com o cego, viu sua alegria. Ela veio até mim, comprou um dos meus CDs, colocou o CD na mão do cego e disse: ‘Esta é a música que você está ouvindo agora. Isto é para você’. Pensar que, de uma pequena forma, minha música foi o ímpeto para um ato de bondade tão incrível, tão altruísta, entre dois estranhos – isso não tem preço!” – Natalia “Saw Lady” Paruz
Uma boa ação por uma boa ação
“Anos atrás, durante a minha segunda demissão em um período de dois anos (sendo mãe solteira), fiquei de pé diante do meu grupo de estudo da Bíblia e pedi ajuda em favor de outra mãe solteira que sofria de dor crônica debilitante e dificuldades financeiras. Perguntei se alguém poderia fazer uma doação para ajudá-la, e fico feliz em dizer que foi arrecadado muito dinheiro. Para minha surpresa, na semana seguinte, recebi um cheque pelo correio no valor de US$ 1.500 de um casal que nunca conheci, com uma nota dizendo que eles ficaram tocados por eu ter solicitado ajuda para esta mulher necessitada, apesar das minhas próprias dificuldades. Eles não imaginam o quanto eu precisava daquele dinheiro”. – Mary Kaarto
Agradecendo uma banqueira
“Eu era mãe solteira há vários anos e tinha um orçamento muito apertado. Como eu não dirijo, eu carregava meus filhos em um carrinho de criança e caminhava até o supermercado, e voltava com os mantimentos compartilhando espaço no carrinho com meus filhos. Um dia, entrei no meu quintal e encontrei uma caixa cheia de mantimentos e itens essenciais. Perguntei aos meus amigos e todos negaram. Anos depois eu descobri que foi uma pessoa que trabalha no caixa do banco entre minha casa e o supermercado. Ela me forneceu um maravilhoso jantar de Ação de Graças e algumas semanas de refeições, e nunca pediu um “obrigado” ou crédito por isso. Ela era uma doadora humilde, para quem eu sempre serei grata”. – Debora Dyess
Mãos livres para ajudar
“A loja onde eu faço compras possui um estacionamento inclinado, por isso eu sempre olho para ver se alguém precisa de ajuda. Quando estou sem as crianças, eu literalmente tenho mãos livres que podem ser úteis para outras pessoas. Eu tento estar ciente daqueles ao meu redor ao invés de apenas me apressar em minha tarefa. Eu tento lembrar que daqui 20 anos posso ser eu que vou precisar de ajuda!”. – Carla Foote
Almoço para dois
“No mês passado, enquanto eu dirigia para St. Louis e estava parando para almoçar, eu vi um mendigo. Então eu comprei duas refeições – um queijo grelhado, maçã, batatas fritas, biscoito e água – e dei uma refeição para ele. Antes mesmo de virar a esquina, vi que ele estava sentado sob uma árvore comendo a refeição que eu ofereci. Ele precisava claramente de uma boa refeição. A experiência me fez sentir como se eu tivesse feito uma bondade”. – Leah Gleason
Serviço de jantar
“No restaurante, eu e meu marido conhecemos um senhor. Ele estava na cidade para visitar sua mãe idosa. Ela estava em um lar de idosos. Ele disse que se preocupava com ela, pois ele vive fora do Estado. Eu realmente senti Deus pressionando meu coração para oferecer ajuda se ele precisasse disso. Então, o meu lado prático me disse para não fazer isso. Mas, o lado de Deus venceu. Então entreguei um pedaço de papel com o meu número de telefone. Eu disse a ele que se alguma vez precisasse de alguém para olhar sua mãe, eu faria isso. Ele começou a chorar. Eu não sentia que era uma grande coisa, mas era uma coisa enorme para ele. E fiquei muito feliz por ter ouvido o pedido de Deus naquele dia”. – Jamie Janosz
Ajudando os colegas de trabalho
“Um dos meus colegas de trabalho estava quebrado, sem dinheiro e falando sobre como ele não tinha comida em casa. Ao ouvir isso, usei meu horário de almoço e comprei mantimentos para ele e coloquei em seu carro. Eu nunca admiti que foi eu quem fez isso, mas foi ótimo. Eu também já passei por uma situação semelhante, então queria ajudar”. – Bonnie Muehleman
Fonte: aleteia

Diocese de Mossoró promove aprofundamento sobre a Campanha da Fraternidade 2018

O tema será Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)."

A Diocese de Mossoró realiza no dia 02 de fevereiro, a partir das 7h, no Centro de Treinamento, um aprofundamento sobre a Campanha da Fraternidade 2018. A CF 2018 fala este ano sobre "Fraternidade e superação da Violência.

 A Diocese reforça a participação de representantes de todas as paróquias. Mais informações com Alex Guimarães e Aline Guimarães (Casal responsável pelas Campanhas na Diocese) 98843-0067/ 98878-9202

O Bispo Dom Leonardo ressaltou que a violência está presente em vários segmentos da sociedade. Seja na rua, dentro de casa, pela condição social, pelo gênero, nos meios de comunicação e até na intolerância das palavras. “Toda violência exclui, toda violência mata”.
O sacerdote Antônio Xavier Batista, fez uma análise do que significa a violência e ainda refletiu a temática a partir do livro de Jonas. “Escolhi esse texto porque nele é possível encontrar vários elementos que ilustram os vários tipos de violência vividos pelo povo”, comentou o padre Antônio Xavier. Antônio também complementou sua fala dizendo que entende-se por violência qualquer ação contra a vida ou a sociedade que possa causá-las prejuízo ou destruí-las por completo. A Escritura conhece duas formas de violência: uma injusta (fruto da injustiça dos homens) e outra “justa” utilizada por uma causa justa ou por fim nobre como é o caso da legítima defesa.
FONTE: CNBB

Reflexão para o IV Domingo do Tempo Comum- Marcos 1,21-28 (ANO B)

O evangelho deste quarto domingo do tempo comum, Marcos 1,21-28, está em perfeita continuidade com o do domingo anterior (cf. Mc 1,14-20). Após ter iniciado a composição da comunidade de discípulos, chamando os quatro primeiros seguidores, e anunciado a iminência do Reino de Deus, eis que Jesus inaugura definitivamente o seu ministério na Galiléia. Embora o evangelista já tivesse feito referência a esse ministério de Jesus na Galiléia, essa é a primeira vez que ele faz uma descrição da sua atuação.

Logo de início, é importante recordar que, sendo essa a primeira narrativa descritiva da atuação de Jesus, ela se torna paradigmática. Como elementos mais importantes do texto a serem observados, destacamos: as dimensões de tempo e espaço (sinagoga/sábado), ensinamento e cura (palavra/ação), admiração e confronto. Esses elementos são muito representativos para a imagem de Jesus que Marcos pretende apresentar com o seu evangelho.

Eis o texto: “Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar” (v. 21). É muito significativo esse primeiro versículo. A cidade de Cafarnaum, cujo nome significa “aldeia de Naum”, se torna o centro das atividades iniciais de Jesus na Galiléia. Era uma cidade estratégica devido a sua localização às margens do mar (lago) da Galiléia, sua economia e população bastante diversificada. Era a cidade ideal para a “pesca de homens”, atividade atribuída aos seus discípulos. Por isso, Jesus monta nela o núcleo central do seu discipulado e das suas atividades. É importante recordar que a ordem para os discípulos se tornarem “pescadores de homens” possui um significado muito forte: longe de ser um convite ao proselitismo, era um convite à promoção do ser humano em sua dignidade plena; significa a missão do discípulo de promover a libertação do ser humano de toda e qualquer situação de perigo, aprisionamento e morte.

A ação de Jesus que o evangelho de hoje descreve mostra a sua principal urgência: libertar o ser humano da religião alienante e corrupta. Das tantas situações de perigo nas quais a humanidade estava imersa, a pior de todas era a alienação religiosa. Por isso, o primeiro espaço visitado por Jesus com sua mensagem e ação libertadoras foi a sinagoga.

O evangelista se aproveita da vida litúrgica de Israel, sinagoga e sábado, para apresentar a missão libertadora de Jesus. O sábado era o dia sagrado por excelência para o povo judeu; dia do repouso e do culto, da escuta atenta da Lei e dos Profetas. A sinagoga era o lugar sagrado do culto, da reunião da comunidade, da catequese; o espaço privilegiado da pregação no judaísmo e, consequentemente, do ensino da preservação das tradições e do cumprimento dos preceitos da Lei.

Jesus, ao contrário dos mestres da lei, não frequentava a sinagoga para ensinar a preservar as tradições, nem para repetir fórmulas e nem para cumprir os preceitos, mas a transgredi-los, uma vez que esses faziam parte do aparato de dominação e opressão ao qual o povo estava submetido. A diferença entre a pregação inovadora de Jesus e a tradicional dos mestres da Lei e rabinos da época logo foi percebida pelo povo: “Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei” (v. 22). A autoridade com a qual Jesus ensinava consistia na sua coerência de vida e fidelidade ao Pai. As pessoas, habituadas a ouvir repetições de fórmulas, logo se admiram com a novidade apresentada por Jesus. Ora, o Reino de Deus, objeto da pregação de Jesus, tinha sido bloqueado pela religião. Os mestres da Lei eram funcionários do sagrado, ao invés de autoridade ensinavam com autoritarismos e força repressiva. Jesus ensina com liberdade e para a liberdade.

À medida em que o anúncio de libertação ecoa, eis que as forças do mal se evidenciam, pois não aceitam a prática libertadora de Jesus, como constata o evangelista: “Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: ‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus” (vv. 23-24). A presença desse homem no reduto sagrado da sinagoga comprova a completa falência daquela religião. Até então, o ensinamento ali oferecido pelos mestres da Lei não tinha ido de encontro ao mal instalado.

A presença de um homem possuído por um espírito mau no espaço sagrado atesta que aquela religião tinha perdido sua capacidade de combater o mal. O que ameaça o mal é a presença do bem, e Jesus é, por excelência, o portador do bem, o homem possuído pelo Espírito Santo. Até então, o mal instalado não tinha se sentido ameaçado, porque não havia quem irradiasse o bem naquele ambiente. O homem possuído pelo espírito mau, com quem a religião convivia tão bem, se sente ameaçado pelo ensinamento libertador de Jesus com sua autoridade.

Quanto mais o Reino de Deus se aproxima, mais o domínio do mal se sente ameaçado. Por isso, o homem pergunta o que Jesus veio fazer. O poder da morte, a anti-vida está com os dias contados. O mal sente-se destruído com a implantação do Reino de Deus. Por isso, será articulado o complô da morte entre a religião e o império romano para fazer calar a voz de Jesus.

Jesus não suporta o mal ao seu redor, por isso “o intimou: Cala-te e sai dele!” (v. 25). A essa ordem, segue-se o seu efeito: “Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu” (v. 26). Quem está dominado por forças hostis como a violência, a corrupção, a mentira e o ódio, não consegue livrar-se com facilidade. Mas, a a palavra de Jesus tem uma eficácia inconfundível e, mesmo sofrendo violência, consegue vencer. Aqui está um dos principais elementos do relato: a coerência entre a palavra e a ação de Jesus. Ensinamento e cura (expulsão do espírito mau) na mesma cena significa que em Jesus não há discordância entre o falar e o agir; Ele é totalmente coerente. Essa é a sua práxis!

Se o ensinamento de Jesus já causava admiração, essa aumenta ainda mais quando os seus ouvintes percebem a novidade também na prática: “E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: ‘O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus e eles obedecem!” (v. 27). Chama a atenção da assembléia o fato de Jesus não permitir o mal diante de si. Para os mestres da Lei, pregadores e intérpretes oficiais, não importavam as situações concretas vivenciadas pelos participantes do culto; eles se preocupavam apenas em transmitir a doutrina. Jesus, pelo contrário, colocava a vida e o bem-estar do ser humano em primeiro plano, por isso incomodava as forças do mal ali instaladas. Essa novidade evidenciava ainda mais a sua autoridade.

A novidade da práxis de Jesus gera admiração, fama e também aceitação da parte do povo, como recorda o evangelista: “E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galiléia” (v. 28). As pessoas estavam saturadas de uma religião indiferente à vida e até conivente com as forças opressoras. Jesus inova no falar e no agir, tirando a doutrina do centro e colocando a vida do ser humano. Obviamente, como vai ser mostrado ao longo do Evangelho, muitos conflitos virão como fruto de suas opções, levando-o à cruz, inclusive.

Portanto, tendo no domingo passado designado os primeiros discípulos como “pescadores de seres humanos”, hoje Jesus nos ensina a natureza dessa pesca: ser agente de libertação para a humanidade, livrando o ser humano das situações de opressão e morte. Como de todas as alienações a pior é aquela religiosa, foi no espaço dito sagrado que Ele iniciou sua missão, pois era ali onde mais se permitia que os seres humanos fossem “afogados”, ou seja, privados de sua liberdade e vida plena. Hoje, seu discipulado é também interpelado a reconhecer quais são as estruturas de domínio do mal. Vale a pena recordar que, muitas vezes, o mal ainda continua disfarçado de doutrinas, ritos e preceitos.




Mossoró-RN, 27/01/2018, Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues

sábado, 27 de janeiro de 2018

A língua é uma faca para ferir o outro, adverte o Papa



"Ao invés de dizer como se amam, dá vontade de dizer: 'Como ferem! Como se machucam'"

“Como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias?”, perguntou o Papa Francisco em sua homilia de hoje na Casa Santa Marta.
Francisco comentou a segunda carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo, proposta pela liturgia do dia, quando Paulo se dirige a seu discípulo, ressaltando a sua ‘fé sincera’.
Com efeito, foi próprio o Apóstolo a falar a Timóteo de Cristo e da Carta, o Papa destacou três palavras que indicam como a fé deve ser transmitida: ‘filho’ – como Paulo chama Timóteo – ‘maternidade’ e enfim, ‘testemunho’.
Paulo – disse o Papa – gera Timóteo com a loucura da pregação e esta é a sua paternidade. E na leitura, fala-se também de lágrimas, porque Paulo não adoça o seu anúncio com meias-verdades, mas o faz com coragem: “A coragem que faz com que Paulo se torna pai de Timóteo”. É a pregação que não pode ser ‘morna’.
“A pregação – sempre – permitam-me a palavra – ‘estapeia’, é um ‘tapa’ que te comove e te sustenta. E o próprio Paulo diz: “A loucura da pregação”. É uma loucura, porque dizer que Deus se fez homem e foi crucificado e depois ressuscitou… O que disseram a Paulo os habitantes de Atenas? “Depois de amanhã te ouviremos”. Sempre, na pregação da fé, existe uma loucura. E a tentação é o falso bom senso, a mediocridade. “Não, não brinquemos… a fé morna”…
Hoje, em alguma paróquia (a de vocês, não, a de vocês é uma paróquia santa! – mas pensemos em outra. Em alguma paróquia), alguém vai, ouve o que diz esta pessoa da outra, daquela outra, daquela, daquela… Ao invés de dizer como se amam, dá vontade de dizer: “Como ferem! Como se machucam… a língua é uma faca para ferir o outro!  E como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias? Não. Testemunho. “Olha, esta pessoa jamais fala mal do outro; este faz obra de caridade; já este quando tem alguém doente vai visitá-lo, porque faz assim?”. A curiosidade: por que esta pessoa vive assim? E com o testemunho nasce a pergunta do porquê ali se transmite a fé, porque tem fé, porque segue os passos de Jesus.
E o Papa destaca o mal que faz o contratestemunho ou o mau testemunho: tira a fé, enfraquece as pessoas.
Mãe, avó: a maternidade é a terceira palavra. “A fé se transmite num ventre materno, o ventre da Igreja. Porque a Igreja é mãe, a Igreja é feminina. A maternidade da Igreja se prolonga na maternidade da mãe, da mulher.
E Francisco lembra ter conhecido na Albânia uma freira que durante a ditadura estava na prisão, mas de vez em quando os guardas a deixavam sair um pouco e ela ia em direção ao rio – tanto, eles pensavam – o que esta pobre senhora pode fazer. E ao invés, continua o Papa, ela era esperta e as mulheres sabiam quando ela saia e levavam seus filhos para que as batizasse escondido com a água do rio. Um belo exemplo, conclui.
Mas eu me pergunto: as mães, as avós, são como essas duas de que fala Paulo: “Também sua avó Lóide e sua mãe Eunice” que trasmitiram a fé, a fé sincera?  Um pouco…. diz: “Mas sim, aprenderá quando fará o catecismo. Mas eu lhes digo, fico triste quando vejo crianças que não sabem fazer o sinal da Cruz e fazem um desenho assim…. porque falta a mãe e a avó que ensine isso a elas. Quantas vezes penso nas coisas que se ensinam para a preparação do matrimônio, na noiva, que será mãe: é ensinado que ela deve transmitir a fé?
“Peçamos ao Senhor que nos ensine como testemunhas, como pregradores e também às mulheres, como mães, a transmitir a fé”, conclui o Papa.
Fonte: Aleteia

4 santos (canonizados ou em processo) que não nasceram católicos



Espíritos inquietos em busca da Verdade, eles finalmente a encontraram em Cristo

Uma das conversões ao cristianismo mais famosas e influentes de todos os tempos foi a do Apóstolo São Paulo, que, de implacável e brutal perseguidor dos cristãos, se tornou um de nós. Seu encontro pessoal com Cristo ressuscitado mudou radicalmente não apenas a vida dele, mas a de boa parte do mundo. O impulso missionário que ele intensificou no cristianismo espalhou a fé em Cristo para todos os cantos do globo.
Assim como ele, inúmeras pessoas descobriram Jesus já adultas. Muitas delas acabaram sendo proclamadas santas de modo oficial pela Igreja, ou estão nesse processo. Mesmo entre os católicos, porém, nem todas são conhecidas o suficiente.
Aqui vão quatro casos pouco famosos de pessoas que não nasceram católicas, mas se converteram e trilharam o caminho dos altares.

Venerável Satoko Kitahara

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Filha de um aristocrata japonês, Kitahara foi criada na religião xintoísta. Após a Segunda Guerra Mundial, o profundo vazio que sentia dentro de si a levou a uma busca pela verdade que redundou no seu batismo católico aos 20 anos de idade. Depois da conversão, ela se dedicou ao serviço dos pobres e a ensinar o catecismo a crianças.

Venerável Marcello Labor

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Nascido de pais judeus na Itália, formou-se médico na Universidade de Viena, onde conheceu a mulher com quem se casou numa cerimônia judaica. Sua vida mudou drasticamente na Primeira Guerra Mundial, da qual participou como oficial médico no exército italiano. Em plena guerra, foi batizado junto com a esposa graças a uma promessa que tinha feito à Santíssima Virgem Maria. Depois da guerra, passou a oferecer seus serviços médicos aos pobres. Sua esposa faleceu e, como viúvo, Marcello se ordenou sacerdote. Ainda teve de enfrentar uma vida de grandes sofrimentos antes de finalmente partir deste mundo.

Santa Kateri Tekakwitha

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Era filha de um chefe indígena da tribo Mohawk, da América do Norte. Após um surto de varíola, seus pais morreram e ela passou a ser criada por familiares. Nesse ínterim, os padres jesuítas foram autorizados a visitar as aldeias locais. Foi graças a um deles que Tekakwitha conheceu a fé cristã. Depois de ser batizada, ela adotou o nome de “Kateri” (Catarina) e se consagrou a Jesus.

São Carlos Lwanga

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Nascido na tribo Baganda, em Uganda, ele ouviu falar do cristianismo pela primeira vez graças a membros da corte do rei Mawulugungu. Depois da morte deste, tornou-se pajem na corte do novo rei, Mwanga II, que começou a perseguir ferozmente os cristãos. Lwanga viu o chefe dos pajens ser martirizado e, fortalecido pelo seu exemplo, pediu o batismo. Logo depois, ele próprio foi preso e morto por causa da fé em Cristo.
Fonte: Aleteia