quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A Ideologia de gênero e o crescente número de crianças e jovens confusos em relação à sua própria identidade sexual.


Não é de hoje que somos bombardeados com reportagens e falas de ‘especialistas’ que querem nos ensinar com que brinquedos nossos filhos e filhas precisam brincar, que cores de roupa devem usar, e que elogios podemos dirigir a eles. Porém, de uns tempos para cá, a agenda da desconstrução começou a ganhar contornos mais perturbadores. Crianças supostamente “transgênero” têm sido exibidas nas mídias impressa e eletrônica, em ritmo praticamente diário, como se fossem provas vivas de que ser menino ou menina nada tem a ver com o sexo de nascimento. Não há um só dia em que não nos deparemos com matérias permeadas por essa narrativa, cujas falácias e imposturas pretendo demonstrar aqui.
É necessário começar dizendo o óbvio. Existem, sim, diferenças inatas entre meninos e meninas, e essas diferenças apontam para tendências em termos de comportamento e estilos de desenvolvimento. Não obstante, o modo de ser e de se desenvolver de cada criança será resultado da interação entre tais diferenças inatas, o temperamento individual, e a forma como ela reage aos estímulos que recebe do ambiente. Nesse sentido, em termos de suas escolhas lúdicas e modos de se comportar, algumas meninas podem assemelhar-se mais aos meninos com quem convivem do que à média das meninas de sua idade, preferindo, inclusive, brincar somente com eles. E o mesmo pode acontecer a alguns meninos. Esses casos, perfeitamente normais, não representam contudo maioria.
O importante é ter sempre em mente que, quaisquer que sejam as preferências e o modo de ser de uma criança, privá-la da certeza de ser menino ou menina é uma das maiores violências que se pode cometer contra a sua infância. Pois, ao contrário do que querem nos fazer crer os promotores da ideologia de gênero, não há desejo, figurino, tratamento hormonal ou intervenção nos órgãos genitais capaz de anular as implicações do fato de se possuir em todas as células do corpo um par de cromossomos sexuais. Nos últimos tempos, porém, esse assunto vem sendo tratado de modo tão leviano que se um menino insistir em brincar de boneca, ou em calçar os sapatos da mãe, logo aparecerá algum incauto para classificá-lo como “transgênero” e sugerir que ele seja encaminhado para uma clínica especializada para fazer a sua “transição”.
Além de irresponsável, o discurso sobre as supostas “crianças transgênero” é cheio de incoerências. Os promotores da ideologia de gênero insistem na ideia de que as alegadas diferenças entre meninos e meninas resultam, não de uma realidade naturalmente constituída, e sim de um processo de socialização que reforçaria os “estereótipos sexuais da sociedade ocidental”. Entretanto, são eles próprios os primeiros a projetar nas crianças ditas “transgênero” os atributos que em outros contextos de militância se esforçam por dissolver. Como justificar, no registro de uma narrativa que se diz tão libertária e avessa a “estereótipos”, que um menino atraído pelo universo feminino precise “virar” menina? E que, para tanto, seja estimulado a pintar as unhas e vestir-se de princesa ?
Vejam o malabarismo: quando os comportamentos e preferências das crianças se conformam aos chamados “estereótipos sexuais da sociedade ocidental”, eles são vistos como males a serem combatidos. Mas quando se trata de decidir que uma criança é “transgênero”, os supostos “estereótipos sexuais” tornam-se critérios válidos. E o mais grave: os formuladores desse discurso têm plena consciência da contradição. Eles costumam se referir a essa forma de manipular os conceitos como “essencialização estratégica”. E qual é a estratégia? Criar um contingente de crianças e jovens confusos em relação à sua própria identidade sexual.
O discurso sobre as crianças “transgênero” revela, ainda, uma profunda ignorância a respeito de aspectos cruciais do desenvolvimento infantil. Até os seis ou sete anos de idade, a capacidade imaginativa da criança é praticamente ilimitada. Ela pode se imaginar princesa, super-herói, sereia, cachorro, borboleta, nuvem, o que quer que seja, sem prejuízo algum do fato de saber-se menino ou menina. Essa efervescência da imaginação é, em boa parte, impulsionada pelo comportamento mimético, que nos primeiros anos de vida funciona como um poderoso mecanismo de aprendizagem. Toda criança saudável passa boa parte de seu tempo a imitar os coleguinhas, os adultos com os quais convive, os personagens das histórias. E não há nenhuma barreira que a impeça de, sendo um menino, imitar um personagem real ou fictício do sexo feminino, e vice-versa.
Mas é claro que nenhum processo de identificação se faz sem modelos. Se a criança nunca viu a imagem de um soldado, por exemplo, jamais poderá pretender-se um. Nesse sentido, quanto mais modelos positivos e inequívocos de homem e mulher ela tiver à sua disposição, mais fácil será o seu processo de auto identificação. Para a grande maioria das crianças criadas num ambiente razoavelmente bem provido de modelos, a formação da subjetividade sexual se dá de maneira natural e tranquila, embora sempre modulada pelas idiossincrasias individuais.
Quando os desejos de uma criança por brinquedos, roupas e coleguinhas do sexo oposto se tornam exclusivos e vêm acompanhados de sofrimento psíquico, prejuízo no desenvolvimento social e afetivo, e veementes expressões de desgosto com a sua própria anatomia sexual, não se deve descartar a possibilidade de que ela seja portadora de um transtorno intitulado “disforia de gênero”. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, a prevalência dessa condição mental é de 0,005% a 0,014% em indivíduos do sexo masculino, e 0,002% a 0,003% em indivíduos do sexo feminino. Ou seja, trata-se de um transtorno muito raro.
Além de ser raro, na maior parte dos casos o transtorno tende a desaparecer. As taxas de resolução da “disforia de gênero” antes da idade adulta variam, mas chegam à proporção de 97,8%  em meninos, e de 88% em meninas. Diante desses dados, não há absolutamente nenhuma justificativa para outra atitude a não ser a de apoiar afetivamente a criança enquadrada nesse diagnóstico e ajudá-la a se reconciliar psicologicamente com o seu sexo biológico. Porém, na narrativa disseminada na mídia com a conivência de parte da classe médica, esses dados têm sido escamoteados, quando não ativamente distorcidos, o que leva muitas famílias a acreditar que se trata de um quadro muito mais frequente e definitivo. Desencadeiam-se assim temores, ansiedades e condutas absolutamente equivocadas.
Em resumo, o ponto importante é que dizer “criança portadora de disforia de gênero” não é o mesmo que dizer “criança transgênero”. O primeiro termo refere-se a um diagnóstico clínico que, na maioria dos casos, é temporário, ao passo que o segundo denota uma atribuição de identidade, feita por terceiros, com sérias repercussões sociais e psicológicas.
A distância entre ser portador de “disforia de gênero” e ser “transgênero” só pode ser percorrida por uma pessoa adulta, autoconsciente, dotada de discernimento e responsabilidade para tomar decisões que afetarão a sua vida de maneira estrutural e, provavelmente, irreversível. Por tudo isso, podemos considerar mudança de nome, travestismo, e tratamento hormonal para bloqueio da puberdade em crianças como procedimentos abusivos e inteiramente condenáveis. E não só do ponto de vista ético.
Nas numerosas matérias de jornais e revistas impressas e eletrônicas que nos chegam cotidianamente, praticamente não se fala nas altas taxas de suicídios entre pessoas que se submetem a tratamento hormonal e fazem cirurgia de redesignação sexual. Tampouco nos graves riscos que a utilização de hormônios do sexo oposto – passo subsequente ao bloqueio da puberdade – representa para a saúde global e reprodutiva. Tamanho silêncio a respeito de dados extremamente relevantes não deve levantar imediatamente a suspeita de má-fé?
Na verdade, como não somos ingênuos e estamos perfeitamente cientes do objetivo por trás do discurso proselitista da mídia sobre as ditas “crianças transgênero”, bem como de suas fontes bilionárias de financiamento, essa omissão infame não deve nos surpreender. Pois ela apenas corrobora o que já sabemos: nesse ponto, assim como em praticamente todos os outros que compõem a agenda da ideologia de gênero, os interesses político-ideológicos prevalecem sobre a preocupação com o bem-estar dos indivíduos envolvidos.
O que se pretende com toda essa propaganda é induzir os pais e a escola a questionar a identidade sexual das crianças até que todas, ou praticamente todas, acabem se tornando em alguma medida disfóricas em relação à sua própria natureza. Angústias e inseguranças infantis, que podem ter as mais variadas origens, vão sendo assim capitalizadas e imediatamente traduzidas no idioma da identidade sexual. E aí eu pergunto: quem vai pagar a conta quando, daqui a duas ou três décadas, essa geração de crianças perceber que foi submetida a um experimento social que lhe tirou, na melhor das hipóteses, a possibilidade de dar plena expressão à sua condição sexuada?
Fonte: Blog do Carmadélio

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quantos anos tinha São José quando Jesus nasceu?


Será que ele era um jovem ou um homem mais velho?

Nós não sabemos muito sobre São José. Na Bíblia, ele simplesmente é descrito como o “esposo de Maria”, um “carpinteiro” e um “homem justo”. A idade dele e as circunstâncias de sua morte não ficam muito claras nas Escrituras.
No entanto, várias tradições ajudam a esclarecer a questão e oferecem possíveis cenários a serem considerados.
Uma tradição muito comum na Igreja Ortodoxa diz que José já tinha idade avançada quando se casou com a Virgem Maria. Antes de levar Maria para sua casa, a esposa anterior de José (com quem ele teve vários filhos) morreu. Foi preciso um tempo até que se afirmassem que as crianças eram os “irmãos” de Jesus.
Um texto do século VI, intitulado  História de José, o Carpinteiro, vai ao encontro do que diz a tradição:
Por fim, com o passar dos anos, o homem chegou a uma idade muito avançada. No entanto, ele não trabalhava sob nenhuma fraqueza corporal, nem tinha a visão fraca ou qualquer dente faltando na boca. Durante todo o tempo de sua vida, ele nunca perambulou; mas como um menino, sempre exibia vigor juvenil, e seus membros permaneciam intactos e livres de toda dor. Sua vida, portanto, no total, era de cento e onze anos, sua velhice se prolongava até o limite máximo.
Por outro lado, muitos estudiosos e historiadores bíblicos acreditam que José era um jovem, talvez até mesmo um adolescente, quando Jesus veio ao mundo. O Instituto Internacional de Estudos afirma: “acreditamos que Maria e José estavam na adolescência quando Jesus nasceu. Eles possivelmente tinham cerca de dezesseis e dezoito anos respectivamente. Esta era a norma para os recém-casados judeus naquela época “.
O venerável Fulton Sheen compartilha um sentimento semelhante: “José, provavelmente, era um homem jovem, forte, viril, atlético, bonito, casto e disciplinado, o tipo de homem que se vê trabalhando em um banco de carpinteiros”.
Esta teoria também leva em conta as longas jornadas que a Sagrada Família realizou em torno do nascimento de Jesus. É difícil imaginar um José de idade avançada cuidando de Maria e Jesus, enquanto eles iam para um país estrangeiro.
Seja qual for a verdade, José era um “homem justo”, que fez tudo o que pôde para proteger Maria e Jesus. Ele olhou para eles com um coração terno e amou os dois com um amor profundo e permanente.

Fonte: Aleteia

Papa Francisco reuniu mais gente na JMJ do Rio que qualquer Réveillon da história

E, conforme é afirmado pelos próprios gestores da cidade, sem o uso de recursos públicos

A maior multidão da história do Brasil

Em 28 de julho de 2013, último dia da viagem apostólica do Papa Francisco ao Brasil, foi celebrada a Missa de encerramento da XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Participaram daquela celebração eucarística, também chamada de “Missa de Envio“, cerca de 3,7 milhões de peregrinos.

Número histórico

De todas as edições da JMJ já realizadas no mundo, foi a segunda com mais fiéis reunidos, atrás apenas da edição de 1995 na capital filipina, Manila, com 4 milhões de peregrinos.
A prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que a Missa de Envio da JMJ 2013 foi o maior evento já realizado em toda a história da Cidade Maravilhosa do ponto de vista da quantidade de pessoas presentes. E isso considerando grandes shows e festivais internacionais de música ocorridos na cidade, um carnaval que é apelidado de “maior espetáculo da Terra” e um réveillon que é reconhecido entre os mais concorridos do planeta.
O próprio Ministério do Turismo do Brasil informou que a JMJ 2013 trouxe a maior movimentação de turistas da história do país até então.

Quem pagou a conta?

O custo estimado do evento católico foi de R$ 118 milhões. Quem pagou foi a própria Igreja, mediante o seu Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. A participação do governo do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro se concentrou no que já é sua obrigação: a segurança e o atendimento médico das pessoas. O prefeito carioca da época, Eduardo Paesconfirmou este fato em entrevista à Rádio Globo:
“Quem paga pelas despesas da JMJ é o Comitê Organizador Local (COL), criado pela Igreja Católica. Não pagamos pelo palco, pelos shows, pela hospedagem do Papa. Tudo o que tem a ver com a infraestrutura do evento é pago pelo COL da JMJ”.
Paes reafirmou que os governos federal, estadual e municipal devem colocar à disposição da população serviços como saúde e segurança, da mesma forma que o fazem em quaisquer grandes aglomerações de pessoas, como o carnaval, o réveillon e, para citar outro exemplo de evento religioso, a “Marcha para Jesus”, organizada anualmente por denominações evangélicas.
Mesmo assim, houve protestos enviesados: já no primeiro dia de visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, manifestantes contrários ao que chamavam de “gastos públicos com um evento religioso particular” entraram em conflito com a polícia.

2017-2018: na maior crise da história do Rio, o maior show de fogos da história do Rio

Neste réveillon que deu as boas-vindas a 2018, um Rio de Janeiro onipresente nos noticiários graças ao ápice da crise econômica, política, social e moral que o assola há anos realizou a sua maior queima de fogos de artifício de todos os tempos.
Ao contrário do ano anterior, em que, devido à crise, houve apenas um palco para os shows e 12 minutos de queima de fogos, o réveillon de Copacabana nesta virada de 2017 para 2018, apesar da crise que não apenas prosseguiu como ainda piorou, contou com mais shows que se estenderam pela madrugada: DJ Tucho, Alex Cohen, Ana Petkovic, Belo, Cidade Negra, Frejat, Anitta, DJ Luis Henrique e as escolas de samba Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel, vencedoras do carnaval 2017. 12 telões gigantes espalhados pela praia destacavam cenas tanto dos shows quanto da queima de nada menos que 25 toneladas de fogos de artifício, disparados a partir de 11 balsas na baía da Guanabara e que adornaram os céus de Copacabana durante 17 minutos, diante de um público de 2,4 milhões de pessoas, conforme dados divulgados pela Riotur.
Para organizar os shows pirotécnicos de réveillon no Rio de Janeiro, são necessários em média 90 dias de preparação e uma equipe de 1.500 pessoas.
Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, o investimento para este réveillon foi de R$ 25 milhões, sendo 82% captados junto à iniciativa privada. Entre os gastos, foram estimados pelo menos 8 milhões de reais com estruturas de palco a serem bancadas pela prefeitura. O BNDES(Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) foi um dos “patrocinadores” do evento, com 2 milhões de reais – dinheiro que também é público. Este patrocínio foi dado mediante a Lei Rouanet, criada em 1991 para incentivar projetos culturais e fomentar novos talentos, mas que está continuamente na berlinda por bancar projetos de grandes artistas já consagrados, bem como por acusações de favorecimentos, falta de transparência e adoção de critérios ideológicos favoráveis a projetos alinhados com a assim chamada “agenda da esquerda”.

Vida real

Enquanto isso, o Rio de Janeiro registra hospitais municipais com superlotaçãofalta de insumosequipamentos danificados e cidadãos que morrem na fila à espera de um atendimento que não é prestado. Servidores públicos dependem de esmolas de amigos e familiares para sobreviver aos atrasos contínuos no pagamento dos seus salários. Pelo menos duas empresas de ônibus que atendiam ao município deixaram de operar e outras estão em litígio com a prefeitura, aumentando a crise no transporte público da cidade. Os números da violência equivalem aos de países em guerra, com casos frequentes de balas perdidas que matam civis dentro de suas próprias casas e crianças dentro de suas próprias escolas, além de um número recorde de policiais executados. Regiões da cidade são controladas quase inteiramente pelo crime organizado, diante da impotência do Estado e do fracasso das suas políticas de segurança.
Já no primeiro dia deste novo ano, a página inicial dos principais sites de notícias do país estampam: “Rocinha, no Rio, tem intenso tiroteio nas primeiras horas de 2018“.
O atual prefeito, Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus, remete a culpa pela falta de recursos, na maior medida, à Olimpíada de 2016. Já o ex-prefeito Eduardo Paes rebate dizendo que “não se contraiu um real de dívida para se construir qualquer estádio para a Olimpíada. Todos já estão pagos”.
Um mês antes de resolver conceder seu “patrocínio” ao réveillon, o BNDES chegou a dizer, pela boca de seu presidente Paulo Rabello de Castro, que “o Rio de Janeiro está em estágio terminal“.
O remédio terá sido queimar fogos durante 17 minutos?
Fonte: Aleteia

23 missionários foram assassinados em 2017



Relatório anual de fim de ano foi divulgado pelo Vaticano destaca que as Américas foram o continente mais perigoso para padres e religiosos

O relatório anual de fim de ano publicado pela agência Fides, da Congregação para a Evangelização dos Povos, informa que 23 missionários foram assassinados em 2017.
Segundo a divisão por continentes, o número mais elevado foi registrado pelo oitavo ano consecutivo nas Américas, com 11 agentes pastorais assassinados: 8 sacerdotes, 1 religioso e 2 leigos. Em seguida veio a África, com 10 agentes pastorais mortos: 4 sacerdotes, 1 religiosa e 5 leigos. Na Ásia foram assassinados 1 sacerdote e 1 leigo.
Segundo os dados coletados pela agência missionária, 424 agentes pastorais, dos quais 5 bispos, foram mortos no mundo entre 2000 e 2016.
O elenco anual da Fides não engloba apenas os missionários ad gentes(além-fronteiras), mas todos os agentes pastorais mortos de modo violento, ainda que não expressamente “por causa do ódio à fé”.
É por isso que se prefere não usar o termo “mártires”, a não ser em seu significado etimológico de “testemunhas”, para não entrar no mérito do juízo que a Igreja poderá eventualmente dar sobre alguns deles.

Falta respeito pela vida e por todo e qualquer direito humano

Muitos agentes pastorais foram mortos durante tentativas de assalto ou furto, perpetradas inclusive com ferocidade, em contextos de pobreza econômica e cultural, de degradação moral e ambiental, onde a violência e o vilipêndio assumem forma de comportamento, na ausência total de respeito pela vida e por todo e qualquer direito humano.
Em todas as latitudes, sacerdotes, religiosos e leigos partilham com o povo a mesma vida diária, levando o valor específico de seu testemunho evangélico como sinal de esperança.

Vítimas de violência por causa da fé

Os assassinados são a ponta do iceberg. Além deles, é longa a lista de agentes pastorais ou simples católicos que são agredidos e ameaçados, bem como de estruturas católicas a serviço de toda a população que são assaltadas, vandalizadas ou saqueadas.
Deve-se ainda acrescentar à lista aqueles dos quais jamais se terá notícia, mas que, em todos os cantos, pagam com a vida a sua fé em Jesus Cristo.

Raramente os assassinos de padres e religiosos são identificados

O relatório destaca a condenação do mandante do assassinato do missionário jesuíta espanhol Vicente Canas, morto no Brasil em 1987. No primeiro processo, realizado quase vinte anos depois, em 2006, os imputados foram absolvidos por falta de provas. O novo processo, de 29 e 30 de novembro, levou à condenação do mandante, único sobrevivente dos imputados.
___________
A partir de artigo do Vatican News, com dados da agência Fides

Papa no Angelus: a paz é um direito de todos


 

Na Solenidade da Santa Mãe de Deus, o Papa Francisco reiterou seu desejo de ser "voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz": os migrantes e refugiados a quem é dedicada a mensagem deste 51° Dia Mundial da Paz.

Maria que coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens, na realidade das suas privações, indigências e sofrimentos, especialmente os mais fracos e em dificuldades, foi a tônica da reflexão do Papa Francisco no Angelus do primeiro dia do ano, Solenidade da Mãe de Deus e 51º Dia Mundial da Paz.

Ao dirigir-se aos milhares e fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que a Igreja coloca na “primeira página do ano novo que o Senhor nos concede”, “uma estupenda miniatura, a solenidade litúrgica de Maria Santíssima Mãe de Deus”.

Desta forma, convida a fixarmos nela o olhar, “para retomar sob sua materna proteção, a longa jornada ao longo dos caminhos do tempo”.

Francisco observa que o Evangelho do dia nos remete à Belém, com a chegada dos pastores à estrabaria, que falam a Maria e José sobre o anúncio que receberam dos anjos, de que o recém nascido é o Salvador. Todos ficaram maravilhados, mas “Maria conservava todas estas coisas em seu coração”.

Assim, “a Virgem nos faz entender como deve ser acolhido o evento do Natal: não superficialmente, mas no coração. Nos indica o verdadeiro modo de receber o dom de Deus: conservá-lo no coração e meditá-lo. É um convite dirigido a cada um de nós para rezar contemplando e saboreando este dom que é o próprio Jesus”.

Além de ser Mãe de Jesus, ela é também a sua “primeira discípula”, desta forma, “dilata” a sua maternidade.

Por meio dela, realiza-se o primeiro “sinal milagroso” em Caná, o que “contribui para suscitar a fé dos discípulos”.

“Com a mesma fé” – disse o papa -  ela está presente “aos pés da cruz e recebe como filho o apóstolo João” e “após a ressurreição, torna-se mãe orante da Igreja sobre a qual desce com poder o Espírito Santo no dia de Pentecostes”:

“Como mãe, Maria desempenha uma função muito especial: coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens na realidade das suas privações, na realidade de suas indigências e sofrimentos. Maria intercede, consciente de que enquanto mãe pode, aliás, deve apresentar ao Filho as necessidades dos homens, especialmente os mais fracos e em dificuldades”

E é a estas pessoas – recorda o Pontífice - que é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz hoje celebrado: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

Francisco reitera então seu desejo de fazer-se “voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz”, uma paz que é direito de todos, e “muitos deles – observa - estão dispostos a arriscar a vida em uma viagem que em grande parte dos casos é longa e perigosa, a enfrentar dificuldades e sofrimentos”:

“Não apaguemos a esperança de seus corações; não sufoquemos as suas expectativas de paz! É importante que da parte de todos, instituições civis, realidades educacionais, assistenciais e eclesiais, exista o esforço de assegurar aos refugiados, aos migrantes, a todos, um futuro de paz”.

Angelus de 1° de janeiro de 2018

Que neste ano, pediu o Papa, possamos agir “com generosidade para realizar um mundo mais solidário e acolhedor”, convidando a todos a rezarem nesta intenção, ao mesmo tempo em que confia “a Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, o ano de 2018 recém iniciado”.

Francisco recordou que os antigos monges russos, místicos, diziam que em tempos de tribulação espiritual, era necessário colocar-se sob o manto da Santa Mãe de Deus. Pensando nas tantas tribulações de hoje, mas sobretudo aos migrantes e refugiados, rezemos como eles nos ensinaram a rezar”:

“Sob sua proteção buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus: não desprezai as nossas súplicas que passamos por provações, mas livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bem-aventurada”.
Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco, no “limiar de 2018”, dirigiu a todos seus  “cordiais votos de todo bem pelo novo ano”.

A seguir agradeceu e retribuiu as felicitações recebidas na noite do dia 31 do presidente da República italiana, Sergio Matarella, desejando ao povo italiano “um ano de serenidade e de paz, iluminado pela constante bênção de Deus”.

O Santo Padre então manifestou o seu apreço “pelas múltiplas iniciativas de oração e de ação pela paz, organizadas em todas as partes do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz”, recordando as diversas organizações e entidades envolvidas, com particular referência à Comunidade de Santo Egídio, responsável pela manifestação “Paz em toda a terra” realizada em Roma e em muitos países.

Ao renovar os votos de “um ano de paz na graça do Senhor e com a proteção materna de Maria, a Santa Mãe de Deus”, o Papa Francisco despediu-se pedindo aos presentes para não esquecerem de rezar por ele.

Fonte: Portal Católico

Desejo do Papa para 2018: um mundo mais solidário e acolhedor


Papa Francisco no Angelus: é preciso assegurar para todos um futuro de paz

Maria que coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens, na realidade das suas privações, indigências e sofrimentos, especialmente os mais fracos e em dificuldades, foi a tônica da reflexão do Papa Francisco no Angelus do primeiro dia do ano, Solenidade da Mãe de Deus e 51º Dia Mundial da Paz.
Ao dirigir-se aos milhares e fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que a Igreja coloca na “primeira página do ano novo que o Senhor nos concede”, “uma estupenda miniatura, a solenidade litúrgica de Maria Santíssima Mãe de Deus”.
Desta forma, convida a fixarmos nela o olhar, “para retomar sob sua materna proteção, a longa jornada ao longo dos caminhos do tempo”.
Francisco observa que o Evangelho do dia nos remete à Belém, com a chegada dos pastores à estrabaria, que falam a Maria e José sobre o anúncio que receberam dos anjos, de que o recém nascido é o Salvador. Todos ficaram maravilhados, mas “Maria conservava todas estas coisas em seu coração”.
Assim, “a Virgem nos faz entender como deve ser acolhido o evento do Natal: não superficialmente, mas no coração. Nos indica o verdadeiro modo de receber o dom de Deus: conservá-lo no coração e meditá-lo. É um convite dirigido a cada um de nós para rezar contemplando e saboreando este dom que é o próprio Jesus”.
Além de ser Mãe de Jesus, ela é também a sua “primeira discípula”, desta forma, “dilata” a sua maternidade.
Por meio dela, realiza-se o primeiro “sinal milagroso” em Caná, o que “contribui para suscitar a fé dos discípulos”.
“Com a mesma fé” – disse o papa –  ela está presente “aos pés da cruz e recebe como filho o apóstolo João” e “após a ressurreição, torna-se mãe orante da Igreja sobre a qual desce com poder o Espírito Santo no dia de Pentecostes”:
“Como mãe, Maria desempenha uma função muito especial: coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens na realidade das suas privações, na realidade de suas indigências e sofrimentos. Maria intercede, consciente de que enquanto mãe pode, aliás, deve apresentar ao Filho as necessidades dos homens, especialmente os mais fracos e em dificuldades”
E é a estas pessoas – recorda o Pontífice – que é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz hoje celebrado: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.
Francisco reitera então seu desejo de fazer-se “voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz”, uma paz que é direito de todos, e “muitos deles – observa – estão dispostos a arriscar a vida em uma viagem que em grande parte dos casos é longa e perigosa, a enfrentar dificuldades e sofrimentos”:
“Não apaguemos a esperança de seus corações; não sufoquemos as suas expectativas de paz! É importante que da parte de todos, instituições civis, realidades educacionais, assistenciais e eclesiais, exista o esforço de assegurar aos refugiados, aos migrantes, a todos, um futuro de paz”.
Que neste ano, pediu o Papa, possamos agir “com generosidade para realizar um mundo mais solidário e acolhedor”, convidando a todos a rezarem nesta intenção, ao mesmo tempo em que confia “a Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, o ano de 2018 recém iniciado”.
Francisco recordou que os antigos monges russos, místicos, diziam que em tempos de tribulação espiritual, era necessário colocar-se sob o manto da Santa Mãe de Deus. Pensando nas tantas tribulações de hoje, mas sobretudo aos migrantes e refugiados, rezemos como eles nos ensinaram a rezar”:
“Sob sua proteção buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus: não desprezai as nossas súplicas que passamos por provações, mas livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bem-aventurada”.
Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco, no “limiar de 2018”, dirigiu a todos seus  “cordiais votos de todo bem pelo novo ano”.
A seguir agradeceu e retribuiu as felicitações recebidas na noite do dia 31 do presidente da República italiana, Sergio Matarella, desejando ao povo italiano “um ano de serenidade e de paz, iluminado pela constante bênção de Deus”.
O Santo Padre então manifestou o seu apreço “pelas múltiplas iniciativas de oração e de ação pela paz, organizadas em todas as partes do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz”, recordando as diversas organizações e entidades envolvidas, com particular referência à Comunidade de Santo Egídio, responsável pela manifestação “Paz em toda a terra” realizada em Roma e em muitos países.
Ao renovar os votos de “um ano de paz na graça do Senhor e com a proteção materna de Maria, a Santa Mãe de Deus”, o Papa Francisco despediu-se pedindo aos presentes para não esquecerem de rezar por ele.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Papa: “elevamos a Deus a ação de graças pelo ano”

No final da tarde deste 31 de dezembro, Francisco presidiu as primeiras Vésperas da Solenidade da Mãe de Deus

“Nesta atmosfera criada pelo Espírito Santo, nós elevamos a Deus a ação de graças pelo ano que termina, reconhecendo que todo o bem é um presente seu”.
Ao presidir na Basílica de São Pedro no final da tarde deste 31 de dezembro as primeiras Vésperas da Solenidade da Mãe de Deus, com a adoração ao Santíssimo Sacramento e o canto do Te Deum, o Papa Francisco agradeceu pelo ano que passou, recordando que Maria é “a primeira a experimentar esse sentido de plenitude doado pela presença de Jesus.
«Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho»
“Esta celebração vespertina – disse o Pontífice ao iniciar – respira a atmosfera da plenitude do tempo. Não porque estamos na última noite do ano solar, não é isso, mas porque a fé nos faz contemplar e sentir que Jesus Cristo, Verbo encarnado, deu plenitude ao tempo do mundo e à história humana”.
«Nasceu de uma mulher»
E “a primeira a experimentar esse sentido de plenitude doada pela presença de Jesus foi a “mulher” da qual Ele nasceu. A Mãe do Filho encarnado, Theotokos, Mãe de Deus. Através dela, por assim dizer, brotou a plenitude do tempo: através de seu coração humilde e cheio de fé, através de sua carne toda impregnada do Espírito Santo”.
Dela a Igreja herdou e continuamente herda essa percepção interior da plenitude, que alimenta um sentido de gratidão, como única resposta humana digna do dom imenso de Deus.
Uma gratidão pungente, que, partindo da contemplação daquele Menino envolto em faixas e colocado numa manjedoura, se estende a tudo e a todos, ao mundo inteiro.
É um “obrigado” que reflete a Graça; não vem de nós, mas d’Ele; não vem do eu, mas de Deus, e envolve o eu e o nós.
Nesta atmosfera criada pelo Espírito Santo, nós elevamos a Deus a ação de graças pelo ano que termina, reconhecendo que todo o bem é um presente seu.
Também este tempo do ano de 2017, que Deus nos havia dado íntegro e saudável, nós humanos de muitas maneiras o desperdiçamos e ferimos com obras de morte, com mentiras e injustiças. As guerras são um sinal flagrante desse orgulho persistente e absurdo.
Mas também o são todas as pequenas e grandes ofensas contra a vida, a verdade, a  fraternidade, que causam diversas formas de degradação humana, social e ambiental. Por tudo isto queremos e devemos assumir, diante de Deus, dos irmãos e da Criação, a nossa responsabilidade.
Mas nesta noite prevalece a graça de Jesus e seu reflexo em Maria. E prevalece por isto a gratidão que, como Bispo de Roma, sinto na alma pensando nas pessoas que vivem com o coração aberto nesta cidade.
Experimento um sentimento de simpatia e gratidão por todas as pessoas que a cada dia contribuem com pequenos mas preciosos gestos concretos  ao bem de Roma: procuram cumprir da melhor maneira o seu dever, deslocam-se no trânsito com critério e prudência, respeitando os lugares públicos e assinalam as coisas que não estão bem, estão atentas às pessoas idosas ou em dificuldades, e assim por diante.
Esses e outros mil comportamentos expressam concretamente o amor pela cidade. Sem discursos, sem publicidade, mas com um estilo de educação cívica praticada no dia-a-dia. E assim, cooperam silenciosamente para o bem comum.
Da mesma forma, sinto em mim uma grande estima pelos pais, os professores e todos os educadores, que com este mesmo estilo, procuram formar as crianças e adolescentes ao sentido cívico, a uma ética da responsabilidade, educando-os para sentirem-se parte, a cuidar, a se interessarem pela realidade que os circunda.
Essas pessoas, mesmo que não sejam notícia, são a maior parte das pessoas que vivem em Roma. E entre elas, muitas se encontram em condições econômicas precárias, e mesmo assim, não ficam lamentando, não cultivam ressentimentos e rancores, mas se esforçam para fazer a cada dia a sua parte a fim de melhorar um pouco as coisas.
Hoje, ao dar graças a Deus, convido todos a manifestar um reconhecimento a todos esses artesãos do bem comum, que amam a sua cidade, não com palavras, mas com os fatos”.