quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A Santa Missa do Padre Pio em detalhes

Um trecho valioso de "Assim falou o Padre Pio", confira!

Senhor Padre, ama o Sacrifício da Missa?
Sim, porque Ela regenera o mundo.
 
Que glória dá a Deus a Missa?
Uma glória infinita.
 
Que devemos fazer durante a Missa?
Compadecer-nos e amar.
 
Senhor Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.
 
Senhor Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
Não se podem contar. Vê-los-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa acompanhar-te-á e será a tua doce inspiração.
 
Senhor Padre, o que é a sua Missa?
Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia isto a chorar.)
O que é que devo procurar na sua Santa Missa?
Todo o Calvário.
 
Senhor Padre, diga-me tudo o que sofre durante a Santa Missa.
Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só o que pode fazê-lo uma criatura humana. E isto apesar de cada uma de minhas faltas e só por Sua bondade.
 
Senhor Padre, durante o Sacrifício divino o senhor padre carrega os nossos pecados?
Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.
 
Considera-se a si mesmo um pecador?
Não o sei, mas temo que assim seja.
 
Eu já o vi a tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê? Pelo que tem de sofrer?
Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.
Em que momento da Missa é que sofre mais?
Na Consagração e na Comunhão.
 
Senhor Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, os seus olhos encheram-se de lágrimas.
Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?
 
Ao ler o Evangelho, porque é que chorou quando leu estas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue…”
Chora comigo de ternura!
 
Senhor Padre, porque é que chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?
A nós parece-nos que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e O ofendam continuamente com a sua ingratidão e incredulidade.
 
A Sua Missa, senhor Padre, é um sacrifício cruento?
Herege!
 
Perdão, senhor Padre, queria dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?
Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.
 
Quem é que lhe limpa o sangue durante a Missa?
Ninguém.
 
Senhor Padre, porque é que chora no Ofertório?
Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.
 
Durante a sua Missa, senhor Padre, o povo faz um pouco de barulho…
Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos e ameaças? Havia um alvoroço enorme.
 
Não o distraem os ruídos?
Em nada.
 
Senhor Padre, por que é que sofre tanto na Consagração?
Não sejas maldoso… (Não quero que me perguntes isso…)
 
Senhor Padre, diga-me: por que é que sofre tanto na Consagração?
Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.
 
Senhor Padre, por que é que chora no altar e o que é que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las consigo.
Os segredos do Rei Supremo não se podem revelar nem profanar-se. Perguntas-me por que choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas sim torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?
 
Senhor Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?
Sim, muito frequentemente…
 
Senhor Padre, como é que se pode estar de pé no Altar?
Como estava Jesus na Cruz.
 
No altar, o senhor Padre está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?
E ainda me perguntas?
 
Como é que o senhor Padre se acha?
Como Jesus no Calvário.
 
Senhor Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os pregos em Jesus?
Evidentemente.
 
A si também lhos pregam?
E de que maneira!
Também deitam a Cruz no chão para si?
Sim, mas não devemos ter medo.
 
Senhor Padre, durante a Missa pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?
Sim, indignamente, mas também as pronuncio.
 
E a quem é que diz: “Mulher, aí tens o teu filho”?
Digo assim para Ela: “Aqui tens os filhos do Teu Filho”.
 
Sofre a sede e o abandono de Jesus?
Sim.
 
Em que momento?
Depois da Consagração.
 
Até que momento?
Costuma ser até a Comunhão.
 
Diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não encontrei”. Por quê?
Porque os nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.
 
Diante de quem sente vergonha?
Diante de Deus e da minha consciência.
 
Os Anjos do Senhor reconfortam-no no Altar em que se imola?
Pois… não o sinto.
 
Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor Padre sofre, como Jesus, o abandono total, a nossa presença não serve para nada.
A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?
 
O que é a Sagrada Comunhão?
É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.
 
Quando Jesus vem, visita só a alma?
O ser inteiro.
 
O que é que Jesus faz na Comunhão?
Deleita-se na sua criatura.
 
Quando Jesus se une a si na Santa Comunhão, o que é que quer que peçamos a Deus por si?
Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.
 
Também sofre na Comunhão?
É o ponto culminante.
 
Depois da Comunhão, os seus sofrimentos continuam?
Sim, mas são sofrimentos de amor.
 
A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
À sua Mãe.
E o senhor Padre para quem olha?
Para os meus irmãos de exílio.
 
Morre na Santa Missa?
Misticamente, na Sagrada Comunhão.
 
É por excesso de amor ou de dor?
Por ambas as coisas, porém mais por amor.
 
Se morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Porquê?
Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.
 
Senhor Padre, disse que a vítima morre na Comunhão. A colocam-no  nos braços de Nossa Senhora?
Nos de São Francisco.
 
Senhor Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para o descansar?
Sou eu quem descansa n’Ele!
 
Quanto ama a Jesus?
O meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e causa-me pena.
 
Senhor Padre, porque é que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos a sua glória como de Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”?
Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com os seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?
 
Que união vamos então ter com Jesus?
Eucaristia dá-nos uma idéia.
 
A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?
Julgas que a Mãe não se interessa pelo seu Filho?
 
E os Anjos?
Em multidões.
 
Senhor Padre, quem é que está mais perto do Altar?
Todo o Paraíso.
 
Gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?
Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.
 
Disseram-me que traz consigo o seu próprio Altar…
Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus”. “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão…”
Nesse caso, não me engano quando digo que estou a ver Jesus Crucificado!
(Nenhuma resposta)
Senhor Padre, lembra-se de mim na Santa Missa?
Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.
 
A Missa do Padre Pio, nos seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Foi sempre um êxtase de amor e de dor. O seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:
Senhor Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.
Diz-me, filho.
 
Queria perguntar-lhe o que é a Missa?
Por que me perguntas isto?
 
Para ouvi-la melhor, senhor Padre.
Filho, posso dizer-te o que é a minha Missa.
 
Pois é isso o que eu quero saber, senhor Padre.
Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.
 
 
in Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando “Assim Falou o Padre Pio” (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.

Fonte: Aleteia

Você sabe o que significa o nome “Jesus”?

A breve história por trás do nome que mudou a humanidade

São Paulo escreve em sua carta aos Filipenses: “Em nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo terra” (2:10).
Sim, os cristãos acreditam que o nome “Jesus” é poderoso, mas muitos desconhece o significado dele. O que quer dizer? De onde veio?
Em primeiro lugar, o nome “Jesus” é aquele que foi divinamente dado através da mensagem do Anjo Gabriel a Maria: “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lucas 1,31).
Entre todos os nomes, Deus escolheu esse por um motivo.

A Enciclopédia Católica afirma: “A palavra Jesus é o latim originado do grego Iesous que, por sua vez, é a transliteração do hebraico Jeshua,Joshua ou ainda Jehoshua , que significa: “[Deus] é a salvação”.
O Catecismo da Igreja Católica acrescenta: “Jesus significa, em hebraico, ‘Deus salva’. Na anunciação, o Anjo Gabriel deu-lhe esse nome para expressar sua identidade e sua missão”.
De acordo com algumas fontes antigas, “o nome grego está conectado com o verbo iasthai (curar); portanto, não é surpreendente que alguns padres gregos conectam a palavra Jesus com essa mesma raiz”.
Por fim, esse é um nome realmente poderoso, que resume quem era Jesus e o que Ele veio fazer na Terra.
“O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”(Catecismo da Igreja Católia, 432).

Fonte: Aleteia

Campanha da Fraternidade 2018


Tema: Fraternidade e superação da violência
Lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8)
Objetivo Geral 
Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.
Objetivos específicos
01 – Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.
02 – Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas;
03 – Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.
04 – Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão
05 – Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.
06 – Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.
07 – Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência. Reflexões que podem iluminar o tema da CF 2018.
VER
Dividido em 3 eixos: histórico-antropológica, sócio estrutural e manifestações Violência e suas manifestações na sociedade
01 – A violência na convivência humana
a – Definição do conceito violência
b – A violência na história do Brasil
c – Constatação da cultura da negação do outro (fenômenos: individualismos, não abertura a alteridade; criação ideológica de necessidades e felicidade, enfraquecimento dos projetos de vida, cultura do descarte)
02 – A violência e as estruturas sociais
a – Economia/ mercado
b – Acumulação do capital
c – Consumo
d – Desigualdade e violência promovida pela lógica do mercado
e – Violação dos direitos fundamentais
03 – Violência e algumas manifestações na sociedade
a – Drogas
b – Processo de criminalização institucional (negligência do Estado em relação às políticas sociais; justiça punitiva)
c – Sujeitos violentados: juventude pobre e negra; povos indígenas, mulheres (feminicídio); exploração sexual e tráfico humano, mundo do trabalho
d – Violência no contexto urbano e rural (conflito pela terra)
e – Intolerância (raça, gênero e religião)
f – violência verbal
g – violência no trânsito
h – violência doméstica
JULGAR
Dividido em 2 eixos: Sagrada Escritura e Magistério
01 – Sagrada Escritura
Mt 23, 8: Vós sois todos irmãos!
Gn 2,4-25: Harmonia do Paraíso
Gn 3, 1-24: A violência fruto do pecado do homem
Gn 4, 1-16: A morte de Abel
Gn 20- 24: Ruptura da aliança: o mal que se espalha
Jn: Livro de Jonas: o profeta em meio a violência
Sl 122 (121): Pedido de paz para Jerusalém
Mc 7,14ss: A violência presente no coração do homem
Mt 16,1-4: O sinal de Jonas
Mt 5,9: As bem- aventuranças
Ap 21- 22: A nova Jerusalém
Outras citações:
Complementos que não aparecem no texto-base da CF 2018.
Dt 21,5
Mas ela lhe disse: “Não, meu irmão! Não me faça essa violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura.
2 Sm 13,12
Davi saiu ao encontro deles e lhes disse: “Se vocês vieram em paz, para me ajudarem, estou pronto a recebê-los. Mas, se querem trair-me e entregar-me aos meus inimigos, sendo que as minhas mãos não cometeram violência, que o Deus de nossos antepassados veja isso e julgue vocês”.
1 Cr 12,17
apesar de não haver violência em minhas mãos e de ser pura a minha oração.
Is 59,6
Não se ouvirá mais falar de violência em sua terra, nem de ruína e destruição dentro de suas fronteiras. Os seus muros você chamará salvação, e as suas portas, louvor.
Ez 28,16
“Assim diz o Soberano, o Senhor: Vocês já foram longe demais, ó príncipes de Israel! Abandonem a violência e a opressão e façam o que é justo e direito. Parem de apossar-se do que é do meu povo. Palavra do Soberano, o Senhor.
Jl 3,19
Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.
Mq 2,2
Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças?
Até quando gritarei a ti: “Violência!” sem que tragas salvação? Jo 14:27
Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês.
Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.
Rm 8:6
A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz;
Fl 4:6-7
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.
02 – Magistério
Gaudium et spes (Cap. V)
Pacem in Terris
Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI: mensagens para o Dia Mundial da Paz
Francisco: o gesto de oração e diálogo (Com Perez e Abbas)
AGIR
Dividido em 3 eixos: Pessoa e família; Comunidade e Sociedade
01 – Pessoa e família e a superação da violência
a – Conversão pessoal e familiar à cultura da não violência.
b – Cultura da empatia: não somos adversários, mas irmãos.
02 – Comunidade e a superação da violência
a – As conquistas e experiências da comunidade eclesial na superação da violência
b – As obras sociais da comunidade eclesial como caminho para a superação da violência.
c – Promoção eclesial de uma espiritualidade que desperte para superação da violência.
d – Ecumenismo e Diálogo inter-religioso como caminho de superação da intolerância religiosa.
03 – A sociedade e a superação da violência
a – As diversas iniciativas sociais como promotoras da cultura.

Fonte: Diocese de Santa Luzia

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Santuário de Aparecida bate recorde de visitantes em 2017



Celebrações dos 300 anos levaram mais devotos ao maior templo mariano do mundo

O Santuário Nacional de Aparecida bateu recorde de movimentação em 2017. No ano, cerca de 13 milhões de fiéis passaram pelo maior templo mariano do mundo, maior número de público registrado na história do Santuário. As celebrações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida contribuíram para as altas cifras.
“Sem dúvida a celebração do Jubileu de Nossa Senhora Aparecida fez com que este número fosse alcançado. Muitos romeiros falavam conosco que vinham para celebrar este momento marcante para a Igreja no Brasil”, destaca o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida.
O dia de maior movimento no ano passado foi o 12 de outubro, data em que se comemora a festa da Padroeira do Brasil. Neste dia, 177 mil peregrinos marcaram presença no templo dedicado à Santa. A grande afluência seguiu nos fins de semana de novembro, que registrou por três domingos seguidos mais de 160 mil pessoas. Entretanto, o mês mais movimentado foi dezembro, com grande fluxo de fiéis também no meio da semana.
Os indicadores contribuíram ainda para que o maior fluxo de pessoas no período fosse registrado no segundo semestre. Mais de 60% da cifra anual foi contabilizada neste período.
Em contrapartida, os meses menos movimentados foram fevereiro e março. Ainda assim, no último ano, o público calculado foi maior do que o de 2016 em ambos os meses.
Santuário em rede
Os índices foram refletidos nas redes sociais, que ficaram repletas de registros do Santuário Nacional no último ano. Segundo o Instagram, o maior templo mariano do mundo foi a sétima localização brasileira mais publicada na rede social em 2017.
Turismo religioso
Segundo dados do Ministério do Turismo, o número de peregrinos registrados na “Capital Mariana da Fé”, como é conhecida Aparecida (SP), equivale a 72% do total de brasileiros que realizam turismo religioso. Os outros 28% são divididos em 340 destinos de todo o país.
O local também é mais visitado que outros importantes centros de peregrinação mundiais como Fátima, que estima 8 milhões no último ano; e Lourdes, com 6 milhões de peregrinos. Entre os santuários marianos, apenas Guadalupe concentra mais fiéis do que Aparecida, com cerca de 20 milhões de pessoas por ano.

Eleições 2018: Santuário de Aparecida lança campanha “Eu Sou o Brasil Ético”


Objetivo: estimular os brasileiros a pensarem mais criticamente sobre suas escolhas
OSantuário de Aparecida lançou nesse primeiro dia letivo do ano de 2018 a Campanha de Cidadania “Eu Sou O Brasil Ético”. Uma coletiva de imprensa com a participação do Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, e o reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida, reuniu representantes de diversos veículos de comunicação para explicar o projeto que será realizado durante todo esse ano.
O projeto Eu Sou O Brasil Ético nasce da preocupação do Santuário Nacional em estimular os brasileiros a pensarem mais criticamente sobre suas escolhas, especialmente nesse ano marcado pelas eleições de presidente da república, governadores dos Estados, senadores e deputados federais e estaduais.
Dom Orlando Brandes iniciou a coletiva parabenizando o Santuário Nacional pela Campanha, frisando que essa iniciativa é uma ação de fé.
“Eu quero parabenizar o Santuário por essa iniciativa que faz parte da nossa fé. Não estamos aqui fazendo qualquer propaganda de politica partidária, mas estamos aqui em nome da nossa fé, porque a nossa fé se manifesta no amor, e os nossos Papas sempre disseram que a politica é uma alta forma de amor”.
Dom Orlando também lembrou que os Documentos da Doutrina Social da Igreja falam da política como Amor Social, “por isso é uma ação de fé, pois a política é uma boa obra social”, destacou.
A Campanha de Cidadania do Santuário deseja levar o cristão a perceber a necessidade de uma maior participação na vida social, da missão que cada um tem de viver uma política fundamentada no evangelho e no poder do voto consciente.
“Esse ano eleitoral tem um significado muito grande, primeiro para a gente não perder a confiança nos políticos, porque temos políticos bons, por tanto desânimo e pessimismo não são o caminho, mas reconstruir, criar outros critérios, outra mentalidade política isso nos cabe”.
O reitor do Santuário pontuou três atitudes concretas que irão nortear a ação do Santuário, dentro do projeto Eu Sou O Brasil Ético, como o Dia Nacional Mariano, a convocação para uma conversão dos cristãos e a orientação dos devotos para um voto consciente.
O padre João Batista explicou:
“O Santuário tem uma vocação primeira de acolher o povo e ajudar o povo a rezar, então a nossa primeira ação é rezar pelo Brasil todos os dias, mas em um dia especial o dia 12 de cada mês, nós iremos ter ações concretas de oração pelo Brasil, no Dia Nacional Mariano. Em cada mês, nós rezaremos alguma situação do Brasil, então teremos de destaque tudo aquilo que forma o nosso país.
A segunda ação é convocar o devoto para novas atitudes, uma nova postura de vida. O Santuário tem por vocação e missão o sacramento do perdão, da misericórdia e da conversão e nessa segunda ação nós queremos provocar nas pessoas um processo de conversão, de mudança de atitudes rotineiras que levam o cristão a cometer atos de corrupção também, e que muitas vezes não é perceptível.
A terceira ação está ligada ao ano eleitoral, nos gostaríamos de nesse ano, ajudar o devoto de Nossa Senhora a usar as ferramentas que ele tem a sua disposição, como verificar os candidatos ficha limpa, olhar o passado dos candidatos e analisar a sua conduta política”.
Fonte: Aleteia